Se antes Rafael Benítez mostrava não saber quase nada do Corinthians, agora com a definição do time brasileiro como rival na decisão do Mundial, o treinador do Chelsea já fala com algum conhecimento. Na véspera da partida, ele citou alguns destaques da equipe e a comparou com o São Paulo de 2005, vencedor do torneio intercontinental.
"Eles têm muitos bons jogadores, não apenas o Paulinho (volante que despertou interesse europeu após a Libertadores). Gosto do Cássio, o goleiro. Eles têm um time compacto, em que os jogadores podem fazer diferença. Então espero que possamos mantê-los quietos", disse o espanhol, que, antes de ir ao Japão, reconheceu ter visto somente por acaso os melhores momentos de um jogo do Corinthians na televisão.
Claramente, porém, o conhecimento dos europeus acerta do futebol brasileiro é pequeno. Ao estender análise sobre o Corinthians, citando ainda o meia Danilo e o atacante Emerson, outros dois nomes importantes na conquista da Libertadores, Benítez usou como referência o São Paulo de 2005, que na final do Mundial derrotou o Liverpool, também da Inglaterra.
"Quando falamos sobre times brasileiros, temos que lembrar que têm muita qualidade. Eles têm um sistema de jogo muito bom, bem organizado, e sabem o que tem que fazer. O Corinthians, ao contrário do São Paulo, é bastante defensivo. Vai fazer com que seja difícil criarmos oportunidades", falou.
O treinador ainda foi perguntado sobre opinião de Tite, após a conquista da Champions League, de que o Chelsea jogava fechado, com o time inteiro atrás do meio-campo. Na época, o comandante corintiano chegou a dizer que a equipe de Benítez ficava com "a bunda lá atrás esperando o adversário".
Na resposta, evitou polêmica. "Vencer é sempre importante, e é preciso escolher um modo para conseguir fazer isso, gostem ou não. O jeito que isso é feito tem que ser respeitar. O jeito que os times jogavam antes não importa. Preciso preparar meu time para este jogo", comentou.
