O retorno de Darío Conca está praticamente certo com o Fluminense. Ao menos é isso que garante o brasileiro Cléo, companheiro de quarto do ídolo tricolor na China. Segundo o atacante do Guangzhou Evergrande, o argentino afirma que mantém contato diário com os dirigentes cariocas e já estaria apalavrado para defender a equipe na Copa Libertadores de 2013.
“O Conca quer ir embora. Ele mesmo diz que o Fluminense é o único time disposto a trazê-lo de volta. Ele também conversa com a diretoria do Fluminense direto e diz que está tudo certo para voltar. Eu não sei o que tem de concreto nessa fala dele, mas posso dizer que ele já conta com essa chance”, revelou Cléo, em entrevista à Gazeta Esportiva.net.
A versão dada pelo colega de Conca vai contra as declarações da diretoria tricolor sobre o assunto. A contratação do jogador esbarra nos milhões pedidos pelo Guangzhou e nos termos contratuais que dificultam o seu retorno. Cautelosos ao falar sobre a situação do atleta, os dirigentes confirmaram uma breve conversa com o argentino durante a sua visita ao Brasil, mas não demonstraram otimismo em uma possível negociação.
“O Conca é uma figura. Ele é brincalhão e sempre está sorrindo. Mas ultimamente ele está triste. Ele quer ir embora e isso não é novidade. É aquele negócio de escolhas. Cada um sabe o que é certo para a sua carreira e ele achou que naquele momento estava fazendo um bom negócio indo para a China”, emendou o atleta .
Além de dividir os dormitórios do Guangzhou com Conca, Cléo mostrou que também compartilha da vontade de retornar ao Brasil. Após uma breve passagem por times da Região Sul, o atacante fez carreira em Portugal e na Sérvia. Hoje, aos 27 anos, o jogador conversa com clubes nacionais e torce para que os dirigentes chineses não tornem a sua saída tão complicada como a do ídolo argentino.
“A cultura lá fora é difícil e você demora muito para se adaptar. Estou longe daqui há anos e tenho saudades dessa energia que vemos no estádio. Só o povo brasileiro tem. Tenho mais dois anos de contrato lá na China e estamos conversando para ver o que surge aqui no Brasil. A minha sorte é que o futebol daqui não conta com grandes centroavantes e eu posso ter a chance de mostrar o que eu sei”, finalizou o ainda desconhecido atacante.
