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Conselho admite: decide por Tirone o que é certo e errado no mercado

São Paulo (SP)

“Agora, o presidente Arnaldo sentirá a autoridade dele como presidente.” É assim que o presidente do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras, Alberto Strufaldi Neto, define as ações do órgão no último mês de Tirone como mandatário. Enquanto o departamento de futebol teve ‘liberdade’ para contratar, a dívida aumentou e o time caiu para a Série B do Brasileiro. Por isso, desde 18 de dezembro até as eleições presidenciais em 21 de janeiro, nenhum reforço chegará sem a aprovação do COF.

“Desde o início, fizemos uma série de recomendações, mas não foi dado o devido respeito às deliberações. Agora, o presidente vai ter que trazer ao COF para decidir o que é certo ou errado”, disse Strufaldi à rádio Bandeirantes. “Estamos 24 horas à disposição. Em um prazo de duas ou três horas, por consultas telefônicas ou via e-mail, conseguimos resolver qualquer contratação desde que sejam apresentados os recursos necessários. Sem isso, o COF não aceitará”, prosseguiu.

A ação deve fazer com que Tirone, enfim, anuncie nos próximos dias que não tentará a reeleição. Até porque a decisão passou também pelo Conselho Deliberativo, que escolherá o próximo presidente e contesta bastante a atual gestão, incluindo o vice-presidente Roberto Frizzo e o gerente de futebol César Sampaio.

“Foi feita uma série de omissões e contratações que não deram certo. Estávamos contratando jogadores de nível técnico discutível por preços muito altos. Isso trouxe um desequilíbrio nas finanças do clube, nos endividamos muito neste último ano. O Palmeiras está deficitário”, falou Strufaldi.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Tironee só pode ir às compras com aval do COF, que tem o candidato Décio Perin entre os 19 membros
O acerto do novo poder provisório do COF ocorreu com a conivência, inclusive, de Tirone, que, segundo Strufaldi, estava na reunião do último dia 18 representando a Diretoria Executiva. O fato curioso é que entre os 19 membros do COF que decidirão as contratações a serem feitas no último mês de Tirone está Décio Perin, candidato a presidente nas eleições do dia 21.

“Não há conotação politica. Foi uma decisão tomada a partir de um levantamento efetuado nas contas do clube por três membros do COF, e eu era um deles. Foi percebida uma série de omissões que foram levadas ao Conselho Deliberativo (CD). Pela importância, tanto o COF quanto o CD e a Diretoria Executiva na pessoa do próprio Arnaldo aceitaram por unanimidade conceder ao COF o poder de analisar qualquer contratação até o dia 21”, assegurou Strufaldi.

Se Tirone vive possivelmente seu último mês como presidente, Sampaio tem menos de uma semana como gerente de futebol, já que seu contrato acaba na segunda-feira e não deve ser renovado por causa das eleições. Sua última contratação, a de Fernando Prass, já foi contestada.

“Essa contratação chegou a ser debatida, mas infelizmente já havia sido realizada quando houve a reunião. Particularmente, achei que os valores foram muito altos, mas não posso responder pelo Conselho”, afirmou Strufaldi, delegando a Tirone e Frizzo a função de trazer bons argumentos para novos reforços. “Não posso responder pelo departamento de futebol. Quem deve montar o time e trazer as resoluções é o departamento de futebol, não o COF”, comentou o conselheiro, admitindo, por exemplo, não conhecer o meia Dátolo, oferecido pelo Inter.

Mas tanto o argentino quanto qualquer outra contratação só deve ser aprovada com parceiros assumindo os custos. “Aos jogadores que aparecerem até o dia 21 com recursos próprios para adquiri-los, o COF não vai fazer nenhuma restrição. Já aqueles que vierem sem recursos próprios, sem uma parceria ou sem saldo de algum recurso que deixou de ser gasto não serão contratados”, avisou Strufaldi.

Para assuntos como a renovação do contrato de Marcos Assunção, que acaba na segunda-feira e é considerado “importante” por Strufaldi, a solução dada pelo presidente do COF é se aproveitar da economia gerada com a dispensa de 20 jogadores. “Embora eu desconheça os valores reais que foram economizados, é evidente que podem servir como recurso para a contratação de outro jogador. Depende da exposição que o departamento de futebol fizer para o COF”, apontou.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Com contrato até segunda, César Sampaio ficou sem liberdade para contratar em seus últimos dias como dirigente

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