Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Corinthians planeja reeditar uniforme da década de 70 no ano da Copa

Helder Júnior e Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

Após inovar e apostar no roxo, no grená e no cinza para o seu terceiro uniforme, o Corinthians deverá voltar a investir no tradicional alvinegro em 2014. Em entrevista exclusiva para a Gazeta Esportiva.net, o presidente Mário Gobbi revelou o seu desejo pessoal de ver a equipe jogar com camisas predominantemente brancas com listras pretas, calção escuro e meias zebradas no ano da Copa do Mundo do Brasil.

Relembre o que Riva disse sobre 1974

“É o meu sonho. Já consultei o nosso departamento de marketing e a Nike para prestarmos essa homenagem a Rivellino e Tião, que formaram um meio-campo marcante para a minha juventude. Na década de 70, eles vestiam camisas listradas, mas com o branco em destaque. Quero que seja novamente assim, com a gola redonda, o calção preto e as meias zebradas. É um uniforme que ficou marcado nas retinas de muitos corintianos”, comentou Gobbi.

Rivellino foi o primeiro ídolo do atual mandatário do Corinthians. “Ele jogava muito bem com aquela camisa, principalmente no Pacaembu. Lembro até que o cordão branco do calção dele ficava aparecendo”, sorriu Gobbi, que guardava em segredo a sua intenção de reeditar o traje dos anos 1970. “Como torcedor, faz tempo que sonho em ver o Corinthians jogando novamente daquele jeito. Será o nosso terceiro uniforme. Manteremos a camisa branca para o primeiro e a preta para o segundo.”

Acervo/Gazeta Press
Camisa que Rivellino usou na década de 1970 deve ser reeditada pelo Corinthians de Gobbi em 2014
Apesar de reverenciar Rivellino, Mário Gobbi teve mais alegrias ao idolatrar Sócrates – “melhor do que Pelé”, segundo ele, e opositor da gestão de Andrés Sanchez quando estava vivo. Enquanto o Doutor se consagrou com os títulos estaduais de 1979, 1982 e 1983, o Reizinho ficou estigmatizado por deixar o Parque escorraçado após a derrota na final do Campeonato Paulista de 1974, para o rival Palmeiras.

“Eu estava no Morumbi naquele jogo”, recordou Gobbi. “E, se fosse o presidente do Corinthians na época, não teria vendido o Rivellino. O futebol é um esporte coletivo. Você não pode jogar a culpa pela perda de uma competição em cima de um só atleta. Um ano atrás, conversei com o Rivellino, e ele me explicou que a ansiedade atrapalhou muito contra o Palmeiras, que jogou tranquilo. O gramado do Morumbi também estava fofo”, lamentou, 38 anos depois.

Como presidente, Gobbi tem a chance de minimizar a “injustiça” feita com Rivellino no passado. A solução que encontrou foi com a instituição do novo terceiro uniforme em 2014. Os torcedores organizados do Corinthians, que repudiaram as camisas roxa e grená (sucesso de vendas), certamente ficarão mais contentes com a volta do alvinegro.

“A camisa servirá só para homenagear Rivellino e Tião, um meio-campo inesquecível. Acho que eles merecem. Espero que ninguém se magoe com isso. Nesta entrevista, estou revelando a ideia pela primeira vez. Se eu sentir que ela não foi tão bem aceita...”, ressalvou Mário Gobbi.

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