Vinculado ao Palmeiras desde 2003, Wendel define como pior momento de sua trajetória a vitória por 3 a 2 sobre o Sertãozinho, em 8 de março de 2010, seu último jogo pelo clube. Com a volta praticamente selada, o volante, ainda pretendido pela Ponte Preta, enxerga o fim de um período de sofrimento na carreira, mesmo se tiver que disputar a Série B do Brasileiro.
“Vivo um momento de reflexão. Passei pelo deserto, mas agora estou no oásis”, metaforizou o jogador. “Sou católico, fiz muita oração, esperei no Senhor e hoje estou aqui. Vivo um momento especial, abençoado. Estou muito feliz e contente, alegre mesmo pelo retorno. Só tenho que celebrar. Na vida, você tem que ter fé, trabalho e paciência”, ensinou.
O “deserto” de Wendel teve passagens por Goiás, Atlético-PR, Grêmio-SP e Ponte Preta, além de períodos treinando em horários e até locais diferentes ao do time principal por não estar nos planos de Luiz Felipe Scolari. Mesmo se dizendo palmeirense, o atleta chegou a se animar para defender arquirrivais.
Agora, porém, o jogador está nos planos de Gilson Kleina e se vê realizado por poder cumprir no Verdão o contrato que mantém com o clube até dezembro de 2013. “Tenho o apoio da torcida. Se eles pegam no pé, o jogador não consegue jogar, mas tenho o carinho e o respeito não só deles, mas de todos: diretores, jogadores...”, sorriu.
“Tive paciência. Apareceu um monte de coisa e não fui porque queria ficar. Não queria nunca ter saído. Sempre vieram jogadores e sempre tive capacidade para jogar. Agora quero renovar por mais dois, três anos. Meu interesse é encerrar a carreira no Palmeiras”, completou o jogador de 31 anos, em tom de declaração de amor.
