Futebol/Campeonato Paulista - ( )

De volta ao Verdão, Wendel se sente em "oásis após vida no deserto"

William Correia São Paulo (SP)

Vinculado ao Palmeiras desde 2003, Wendel define como pior momento de sua trajetória a vitória por 3 a 2 sobre o Sertãozinho, em 8 de março de 2010, seu último jogo pelo clube. Com a volta praticamente selada, o volante, ainda pretendido pela Ponte Preta, enxerga o fim de um período de sofrimento na carreira, mesmo se tiver que disputar a Série B do Brasileiro.

“Vivo um momento de reflexão. Passei pelo deserto, mas agora estou no oásis”, metaforizou o jogador. “Sou católico, fiz muita oração, esperei no Senhor e hoje estou aqui. Vivo um momento especial, abençoado. Estou muito feliz e contente, alegre mesmo pelo retorno. Só tenho que celebrar. Na vida, você tem que ter fé, trabalho e paciência”, ensinou.

O “deserto” de Wendel teve passagens por Goiás, Atlético-PR, Grêmio-SP e Ponte Preta, além de períodos treinando em horários e até locais diferentes ao do time principal por não estar nos planos de Luiz Felipe Scolari. Mesmo se dizendo palmeirense, o atleta chegou a se animar para defender arquirrivais.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Volante não contém alegria por chance de poder cumprir no Verdão o último ano de seu contrato e já quer renovar
“Em 2011, quando voltei do Goiás, houve interesse do São Paulo e do Corinthians. Como há muito tempo eu estava treinando separado, aceitaria. É profissionalismo, né? Até porque, indo por empréstimo, eu não poderia jogar contra o Palmeiras”, admitiu. “Mas o Palmeiras não ia liberar um jogador para um rival por empréstimo. O São Paulo e o Corinthians fariam o mesmo. Então, respeitei a decisão.”

Agora, porém, o jogador está nos planos de Gilson Kleina e se vê realizado por poder cumprir no Verdão o contrato que mantém com o clube até dezembro de 2013. “Tenho o apoio da torcida. Se eles pegam no pé, o jogador não consegue jogar, mas tenho o carinho e o respeito não só deles, mas de todos: diretores, jogadores...”, sorriu.

“Tive paciência. Apareceu um monte de coisa e não fui porque queria ficar. Não queria nunca ter saído. Sempre vieram jogadores e sempre tive capacidade para jogar. Agora quero renovar por mais dois, três anos. Meu interesse é encerrar a carreira no Palmeiras”, completou o jogador de 31 anos, em tom de declaração de amor.

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