Se representantes do Palmeiras se encontraram com Juan Román Riquelme sem falar em dinheiro, segundo seu irmão Cristian, Daniel Angelici e Carlos Bianchi, respectivamente presidente e técnico do Boca Juniors, encaminharam o acordo com o meia. A proximidade do acordo se estabeleceu em reunião na noite desta quarta-feira, na casa de Bianchi.
'Fama' de caro ao Verdão irritou meia
A conversa durou cerca de uma hora e meia. Amigo do jogador, Bianchi, que acaba de abandonar sua aposentadoria para iniciar uma terceira passagem no comando do Boca, abriu as portas de sua casa no bairro de Palermo, em Buenos Aires. E as impressões deixadas parecem ter sido boas.
“Está encaminhado. Ocorrerão outras reuniões, mas sempre fui otimista”, declarou Angelici, em rápida entrevista ao deixar a casa do treinador. O presidente foi o primeiro a deixar a reunião, deixando a conversa terminar somente entre Riquelme e Bianchi.
Mais tarde, o meia apareceu e deu ainda menos detalhes. “Tomei um mate com o Bianchi”, limitou-se a dizer o armador, antes de se virar e dizer “Tchau, felicidades” ao técnico, de quem só puderam ser vistos a bermuda e os sapatos enquanto fechava e abria o portão de sua casa.
A reunião desta quarta-feira pode ter definido uma importante reaproximação de Angelici e Riquelme. O meia já tinha se irritado com o dirigente por não ter assinado sua liberação para o Cruzeiro em julho e, no início deste mês, reclamou publicamente por ter sido impedido de exibir na Bombonera a taça que recebeu em homenagem do Troféu Mesa Redonda, da TV Gazeta.
Com a volta de Bianchi, porém, o retorno de Riquelme ao clube se tornou mais fácil, apesar de o meia ter faltado ao casamento da filha do técnico na última sexta-feira. Com o Virrey, como Bianchi é chamado na Argentina, o camisa 10 virou ídolo e até estátua na Bombonera conquistando a Copa Intercontinental de Clubes em 2000 e as Libertadores de 2000 e 2001 – o armador ainda ganhou a Libertadores de 2007 pelo Boca.
