Futebol/Copa Sul-americana - ( )

Ídolo, Ronaldão encara desvalorização da Sul-americana como lenda

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Longe de ganhar o mesmo destaque da Copa Libertadores, a Sul-americana se tornou a chance de o São Paulo salvar um ano repleto por mudanças e fracassos nos campeonatos que disputou. Apesar de o torneio ainda ser motivo de questionamentos no Brasil, a sua importância para a galeria de troféus do Tricolor foi novamente defendida por ídolos do clube. Desta vez, o ex-zagueiro Ronaldão foi quem resolveu dar um basta nas piadas feitas pelos rivais e valorizar a provável conquista desta quarta-feira.

Bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes pelo São Paulo, o ex-jogador ignorou as provocações adversárias e garantiu que a depreciação da Sul-americana não passa de uma lenda. Para Ronaldão, os comandados de Ney Franco não sofrerão qualquer influência externa na hora de brigar com o Tigre, da Argentina, para levantar o troféu no estádio do Morumbi.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O ex-zagueiro Ronaldão criticou os torcedores que insistem em não ver importância na Sul-americana
“Um título sempre é desprezado por aqueles que estão fora ou não fazem parte da conquista. Os jogadores vão jogar para ganhar. O desprezo é uma lenda um pouco defasada no meu ponto de vista”, disse o ex-jogador. A motivação de poder comemorar uma conquista pelo São Paulo é tamanha que Ronaldão até relembrou o espírito do grupo comandado por Telê Santana em 1992 e 1993.

“Na nossa época, nós tínhamos um lema de que competição disputada é para ser ganha. O resultado foi a conquista da Libertadores e de todas as outras competições sul-americanas. Depois veio o Mundial. É por isso que eu encaro essas provocações como uma lenda”, emendou o ex-zagueiro.

Os elogios de Ronaldão ao modo como o time de Ney Franco se comportou durante a Sul-americana não foram suficientes para que uma comparação com a equipe de Telê Santana pudesse ser traçada. Marcado em sua carreira pela truculência utilizada para frear as investidas dos seus oponentes, o ex-jogador também foi taxativo ao dizer que o atual São Paulo não lembra em nada a vitoriosa esquadra liderada por Raí na década de 90.

“Seria injusto comparar estas duas equipes. O São Paulo que eu joguei teve uma grande participação na história e o de agora tem a oportunidade de voltar a dar uma alegria para a torcida. A Copa Sul-americana não deixa de ser um título internacional e cada um tem o seu momento. No nosso, nós fizemos o máximo para deixar o nosso nome na história. Agora, eles têm a chance de fazer a mesma coisa”, encerrou o aposentado defensor.

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