Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Levir: "Mano me convidou para base da Seleção antes de ser demitido"

Curitiba (PR)

A CBF ainda não definiu um responsável para cuidar das categorias de base da Seleção Brasileira desde a saída de Ney Franco para o São Paulo, em julho. Se Mano Menezes ainda estivesse à frente do time principal, sua escolha poderia ser Levir Culpi. O técnico que acaba de renovar com o Cerezo Osaka, no Japão, revela que uma sondagem foi feita no início deste semestre.

“O Mano me ligou para fazer o convite. Foi uma surpresa para mim. Agradeci a confiança e a indicação, mas não podia responder, até porque ele estava naquele processo na Seleção. Ele não sabia o que ia acontecer, então ficou tudo aberto, no ‘depende do que vai acontecer’”, relatou Levir à rádio Bandeirantes.

No fim de agosto, o técnico deixou o Brasil para ir ao Japão, mas mantinha o sonho até saber da demissão de Mano, há duas semanas. “Fiquei pensando muito nisso. Quando fui para o Japão, liguei para o Mano e falei que tudo continuava aberto. Mas agora o Mano saiu e não sei o que vai acontecer. Como renovei com o Cerezo para a próxima temporada, não vai dar para mim. Não sei quem vai assumir.”

Gazeta Press
Sem trabalhar no Brasil desde 2007, Levir voltou ao Japão em agosto ainda com esperança de ir para Seleção
Mas só a lembrança de Mano foi suficiente para alegrar Levir. “Fui convocado para a Seleção sub-20 em 1972, e fui campeão em Cannes, na França, como capitão. Imagina fechar o ciclo treinando esses meninos. E hoje a Seleção sub-20 é praticamente profissional”, comentou.

“O Mano viu uma entrevista minha, sentiu que eu não tinha mais paciência para comandar times brasileiros e me considerou um bom nome para treinar as categorias de base da Seleção. Fiquei muito feliz, ainda mais por ser lembrado pro um cara como nunca tive um relacionamento ou amizade, só um contato de quando nos enfrentamos”, completou.

Mesmo há quase seis anos sem trabalhar no futebol brasileiro, Levir Culpi tem certeza de que teria condições de ter sucesso nas categorias de base da Seleção Brasileira. “Não teria importância nenhuma (ficar tanto tempo fora)”, assegurou, fazendo uma crítica a seus colegas e a si mesmo.

“Não temos grandes técnicos brasileiros, e estou me incluindo nisso. O que temos são grandes líderes, pessoas com bastante comando que conseguem se agarrar em alguma coisa. Poucos têm capacidade técnica para programação, calendário, conhecimento para empregar as partes física, técnica e tática separadamente e depois juntá-las em um time. Estamos em uma carência muito grande até para a preparação de futuros técnicos”, opinou.

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