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Marcos encara apelo para não ser esquecido como troca de gentilezas

Edoardo Ghirotto* e William Correia São Paulo (SP)

O emocionado discurso do ex-goleiro Marcos ao término de sua despedida do futebol, na última terça-feira, deixou uma dúvida na cabeça do torcedor palmeirense. Após o ídolo pedir para não ser esquecido diante dos quase 38 mil torcedores que compareceram ao Pacaembu, as questões sobre o que o Santo realmente queria dizer foram inevitáveis. Longe de qualquer polêmica, a resposta do ex-goleiro sobre o fato foi simples: tudo não passou de uma troca de gentilezas.

Segundo o ídolo palestrino, o discurso proferido no centro do gramado é de sua própria autoria e levou praticamente uma semana inteira para ser decorado. Depois de agradecer a todos que estiveram presentes em sua carreira, Marcos admitiu que precisava recordar o carinho do torcedor de uma forma diferente. Foi assim que o singelo pedido do Santo tomou forma e fez o Pacaembu sinalizar com um emocionado sinal de positivo.

“É uma coisa que eu queria falar para o torcedor. Eu nunca vou me esquecer do carinho deles e queria que eles fizessem o mesmo. Eu não sei se o discurso foi bom ou ruim, porque eu não estava ouvindo nada de dentro do campo. Mas eu dei uma ensaiada boa, ninguém escreveu para mim. Achei que eu poderia me esquecer de alguém e veio na cabeça esse pedido para o pessoal. É como uma troca, palmeirense até o fim”, declarou.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Após ter sonho realizado no Pacaembu, Marcos espera que a torcida não esqueça de sua passagem pelo Verdão
Realizado com o sucesso do evento organizado para marcar o seu adeus do futebol profissional, Marcos chegou ao ponto de minimizar a sua presença dentro de campo e justificar a intensa procura de ingressos com base no elenco de ídolos convidados. Mesmo com todas as homenagens recebidas no festivo amistoso, o ex-goleiro acredita que o ponto alto da noite foi a chance dada ao torcedor de matar as saudades de atletas que fizeram história durante a década de 90.

“Eu levo para minha casa o sentimento de sonho realizado e dever cumprido. Fazer um jogo com quase 40 mil pessoas assistindo e com amigos tão importantes é algo fantástico. Hoje eu pude ter certeza que eu sou querido. Aqueles que não vieram tinham compromissos mais importantes e eu estou feliz por tudo ter dado tão certo. Deve ter gente até mais importante no futebol internacional para receber uma despedida como essa, mas a minha é algo para não se esquecer nunca mais”, concluiu o sorridente ídolo palmeirense.

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