Futebol/Amistoso - ( - Atualizado )

Marcos inicia seu “Dia Santo” pedindo para nunca mais ser esquecido

William Correia e Edoardo Ghirotto* São Paulo (SP)

A emoção que tomou conta do Pacaembu durante o amistoso entre Palmeiras de 1999 e Seleção Brasileira de 2002 se tornou lágrima nos olhos de muitos dos que estavam nas arquibancadas exatamente à meia-noite. O início do “Dia Santo”, 12/12/12, número que o caracterizou no Palmeiras, teve um discurso emocionante de Marcos, que se colocou como torcedor, assim como seus fãs, e pediu algo que parece óbvio: ser lembrado para sempre.

Com o microfone na mão no centro do campo, o ex-goleiro se dirigiu às mais de 36 mil pessoas que pagaram ingresso para vê-lo nesta terça-feira. “Peço que nunca me esqueçam de mim, porque jamais vou me esquecer de vocês”, disse um dos maiores ídolos da história do clube, gerando aplausos, gritos e choro de saudade entre os presentes.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Marcos se despediu com um singelo pedido: não ser esquecido pela torcida alviverde
A última parte de seu discurso foi o ponto mais emocionante do final da festa organizada para ele. A surpresa veio exatamente à meia-noite, quando o amistoso festivo terminou empatado por 2 a 2 – o placar eletrônico chegou a exibir uma contagem regressiva para o início de 12/12/12.

Marcos já atuava na linha, como atacante, quando metade dos refletores do estádio se apagaram e uma luz focava todos os passos do astro da noite. Ao mesmo tempo, no placar eletrônico, uma foto do ex-goleiro indicava o começo do “Dia Santo” com a data 12/12/12. A imagem ficou lá mesmo quando o campo já estava vazio.

O ídolo, então, foi até o círculo central do gramado enquanto luzes de laser mostravam o número 12 nos três refletores, e, em uma das tribunas, revezava as inscrições “12/12/12”, “Palmeiras”, “obrigado” e “Marcos”. Neste clima, o ex-goleiro iniciou seu discurso logo ouvir o tradicional grito da torcida que o elegia como “melhor do Brasil”.

Marcos, então, passou a agradecer em sequência Deus “por sua carreira”, ao pai por tê-lo ensinado a gostar de futebol, à mãe por ensiná-lo a gostar do Palmeiras, aos irmãos e irmãs por terem sido seus primeiros treinadores chutando as primeiras bolas para ele defender, sua esposa e seus filhos pelo apoio que o impediram de desistir da carreira, aos treinadores (citando Luiz Felipe Scolari, presente na festa à frente do Brasil de 2002), aos jogadores e ex-atletas que atuaram no amistoso, aos seus “ídolos” Velloso e Sérgio e aos patrocinadores.

“Mas não posso esquecer do básico: agradeço aos torcedores do Palmeiras. Ao sair de casa, não fugi da ideia de todos de alcançar sucesso e um meio de vida, mas meu sonho era conquistar o torcedor do meu time de criança: o Palmeiras. Queria que vocês tivessem orgulho de mim porque eu era um torcedor em campo defendendo vocês. Pela quantidade de gente que veio aqui, deu certo. Saio com o sonho realizado e o sentimento de dever cumprido. Foi uma honra enorme vestir a camisa da Seleção Brasileira e, principalmente, da Sociedade Esportiva Palmeiras. Jamais vou conseguir agradecer”, disse, sob intenso aplauso.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O discurso carregado de emoção levou torcedores às lágrimas e encerrou a passagem do Santo pelo Verdão
No carro da maca, que tinha dois de seus três filhos – um deles é recém-nascido –, Marcos deu a volta olímpica acenando para fãs completamente empolgados. E entrou para o vestiário. Uma despedida emocionante e grandiosa para um dos maiores ídolos do clube mais vezes campeão nacional no Brasil.

* especial para a GE.net

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