A despedida organizada para o ex-goleiro Marcos não foi composta apenas por aplausos ao ídolo alviverde. Personagens que não são bem quistos pela torcida foram perseguidos nas arquibancadas do Pacaembu e ouviram pesados xingamentos. Entre os principais 'homenageados' pelos torcedores estavam o presidente da CBF, José Maria Marin, os ex-corintianos Edílson e Ronaldo e o atual presidente do Verdão, Arnaldo Tirone.
Marin foi a primeira vítima dos descontentes alviverdes. Antes de a partida ter início no Pacaembu, o ex-goleiro Marcos recebeu uma placa da CBF para coroar os serviços prestados pela Seleção na conquista do pentacampeonato mundial, em 2002. Com a agenda cheia, o mandatário não pôde comparecer ao estádio e foi representado por outro dirigente da entidade. A sua ausência, porém, não inibiu a torcida, que disparou vaias após seu nome ser anunciado nas caixas de som.
Já Edílson e Ronaldo ficaram marcados pelo passado no arquirrival Corinthians. Lembrado por ter feito uma série de embaixadinhas na final do Paulistão de 1999, o Capetinha não passou despercebido pelos palmeirenses e recebeu xingamentos a cada novo toque na bola. A curiosidade ficou por conta do adversário enfrentado pelo ex-atacante nesta quarta-feira. Boa parte dos jogadores alviverdes convidados por Marcos estavam naquela decisão e participaram da briga desencadeada pelos dribles do ex-atacante.
Ronaldo, por sua vez, precisou arcar com as provocações que recordaram um antigo incidente com travestis, no Rio de Janeiro. O ex-jogador havia terminado o seu casamento com a modelo Daniella Cicarelli e teve de prestar esclarecimentos em uma delegacia, depois de um deles o acusar de não pagar por um suposto programa. Os gritos foram os mesmos entoados na época do entrevero e diziam: "Ei, você aí! Largou a Cicarelli para pegar um travesti!"
Mesmo com tantos desafetos convidados para o jogo festivo, a torcida do Palmeiras não se acanhou diante da presença de ídolos que fizeram história no Palestra Itália. Vestindo a camisa do Verdão campeão da Libertadores de 1999, os preferidos dos torcedores foram Ademir da Guia, Evair e Edmundo. Embora o Animal não estivesse no time campeão do torneio internacional, a sua entrega foi lembrada com carinho e o canto "Au, au, au! Edmundo é animal! contagiou o Pacaembu. Pelo lado da Seleção de 2002, Roque Júnior, Velloso e Rivaldo foram aplaudidos de pé pelos adeptos.
*Especial para GE.net
