Futebol/Copa Sul-americana - ( - Atualizado )

Ney Franco se irrita com suposto blefe do Tigre: “Não tem limite”

Gabriel Carneiro e Tossiro Neto São Paulo (SP)

Nesta quarta-feira, Ney Franco completou apenas sua 40ª partida à frente do comando técnico do São Paulo. Mesmo em pouco tempo de trabalho, o ex-comandante da Seleção Brasileira Sub-20 faturou seu primeiro título na equipe: a Copa Sul-americana, vencida sobre o Tigre. No Morumbi, o clube argentino foi protagonista de uma confusão generalizada que rendeu até mesmo a desistência dos atletas de entrarem em campo para o segundo tempo, quando já perdiam por 2 a 0.

‘Saboreando’ o título continental, seu primeiro pelo Tricolor, Ney Franco garantiu que a agressão que os jogadores argentinos alegaram ter sofrido pode ser falsa, assim como seu comportamento dentro de campo. “Eu não sei o que aconteceu naquele corredor, mas não duvido que tenha sido catimba. Para estar blefando pouco custa. Quem esteve conosco no primeiro jogo, em La Bombonera, sabe a dificuldade. A partir desta competição, que sirva como referência para a Conmebol rever suas competições”, bradou o treinador.

“A vergonha é do lado deles, o que aconteceu do lado de fora não tenho informação. Estamos saboreando um título contra um adversário covarde que enfrentamos. No fim do primeiro tempo, a confusão começou provocada por eles. Eles não são santos, se fazem dentro, fazem fora. Esses caras não têm limite, não têm educação. Estamos muito felizes e temos que comemorar muito, porque são quatro anos que não ganhávamos um título. Nada vai mascarar essa conquista”, contou Ney Franco, visivelmente satisfeito.

O caso, no entanto, não está encerrado por parte dos dois clubes. O Tigre irá se dirigir a uma delegacia nos arredores do estádio para prestar queixa pela suposta agressão de seguranças do Tricolor ao seus atletas, enquanto os brasileiros devem ir ao mesmo local para registrar boletim de ocorrência pela depredação dos vestiários de visitante do estádio do Morumbi.

Para Ney Franco, no entanto, nada disso tem importância antes da festa preparada para comemorar o título: “Eles não podem se esconder atrás disso. Se voltassem ao jogo iam tomar o terceiro, o quarto. Eles pipocaram e arrumaram confusão, a palavra é essa. A escola brasileira quando enfrenta escola argentina a tendência é ganhar. Se entrar na provocação, aí o jogo fica igual e os caras ganham. Eles perceberam que não íamos cair na catimba e desistiram”.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade