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Retrospectiva Palmeiras: da soberania nacional à repetição de vexame

William Correia São Paulo (SP)

É possível um clube se tornar o mais vitorioso da história do País e, 130 dias depois, cair para a segunda divisão? O Palmeiras provou em 2012 que sim. Um ano que começou com a tristeza do anúncio da aposentadoria de Marcos e as dúvidas quanto aos reforços trazidos para a temporada teve como auge a conquista da Copa do Brasil. O momento mais triste, porém, é uma repetição do pior vexame da história do time: o rebaixamento.

O palmeirense realmente viveu altos e baixos em 2012, com ambos personificados em Luiz Felipe Scolari. Após não chegar nem às semifinais do Campeonato Paulista, em 22 de abril, o técnico teve seu pedido de demissão negado pela diretoria – além de ter sido convencido por lideres do elenco a ficar. Mesmo assim, em 20 de maio ele anunciou no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta que não renovaria o contrato que acabaria em dezembro.

Quando parecia chegar ao fim a trajetória do comandante da Libertadores de 1999, uma das conquistas mais importantes da história do clube, uma reviravolta aconteceu em campo. O time venceu o Grêmio no Olímpico nas semifinais da Copa do Brasil e ganhou força para levantar o troféu da competição, o seu 11º em torneios nacionais – o Verdão acumula ainda quatro Campeonatos Brasileiros, dois Torneios Roberto Gomes Pedrosa, duas Taças Brasil, a Copa do Brasil de 1998 e a Copa dos Campeões de 2000.

A festa no Paraná após o empate na final com o Coritiba era de ressurreição não só do Palmeiras. Felipão levou a taça aos torcedores, novamente seus fãs, extremamente emocionado por voltar a ser campeão – desde a Copa do Mundo de 2002, só tinha vencido o Campeonato do Uzbequistão, em 2009. Scolari ratificou seu posto como maior campeão da Copa do Brasil, com quatro conquistas.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Fotos de 11 de julho e 11 de setembro: grupo que festejou Felipão na Copa do Brasil já não o suportava mais
O panorama mudou tanto que apostas erradas do técnico, como as contratações do volante Chico e do atacante Ricardo Bueno, foram esquecidas. E a prorrogação de seu contrato passou a ser não só admitida, mas discutida com os dirigentes. Até a paz com o vice-presidente Roberto Frizzo foi recuperada. A sensação era de que todos os problemas tinham sido solucionados com a saída de Kleber para o Grêmio, ainda em 2011.

Mas, enquanto desfrutava sua primeira conquista importante desde a Libertadores de 1999, e a primeira sem a ajuda de um parceiro financeiro desde o Paulista de 1976, o Palmeiras se esqueceu de seu presente. Acumulando lesões e provando a falta de qualidade do elenco, o time foi perdendo no Brasileiro e fazendo da zona de rebaixamento uma residência fixa.

Até que, em 12 de setembro, dois meses após a conquista da Copa do Brasil, o time perdeu do Vasco em São Januário, caiu para o penúltimo lugar na liga nacional e tudo que se louvava antes foi desfeito. Luiz Felipe Scolari deixou o clube, assim como seu auxiliar, Flávio Murtosa (fiel escudeiro), o preparador de goleiros Carlos Pracidelli (responsabilizado pelas más atuações de Bruno) e o preparador físico Anselmo Sbragia (acreditava-se que os atletas cansavam antes dos adversários em campo).

Coube a Gilson Kleina, técnico que teve como ponto alto na carreira a conquista do acesso para a Série A com a Ponte Preta em 2011, tentar salvar o Palmeiras em 13 rodadas. Até abriu mão da Copa Sul-americana, escalando reservas e comemorando a eliminação nas oitavas de final pelo Millonarios, da Colômbia. Mas sua principal missão, no Brasileiro, deu errado.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Melhor contratação do time na temporada, Barcos não foi suficiente mesmo com 28 gols para evitar a queda
Em 18 de novembro, exatamente dez anos e um dia após o primeiro rebaixamento do Palmeiras, um chute de Vagner Love, revelado pelo clube, desviou em Román e sentenciou o empate por 1 a 1 com o Flamengo, em Volta Redonda (RJ), que pôs fim à esperança verde com duas rodadas de antecedência. Dona da terceira pior campanha entre os 20 participantes, a equipe terminou o Brasileiro com 34 pontos (29,8% de aproveitamento), nove vitórias, sete empates e 22 derrotas em 38 partidas, com 39 gols a favor e 54 contra.

Já com sua idolatria amplamente contestada por boa parte dos torcedores, e com a história manchada pelo rebaixamento do time que montou em meio à falta de dinheiro, Luiz Felipe Scolari assumiu a Seleção Brasileira menos de três meses após deixar o clube. E declarando não ter mais que responder pelo que havia acontecido com sua ex-equipe.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Perdido, Arnaldo Tirone errou do início ao fim de sua gestão, mas cogita tentar a reeleição
No elenco, Valdivia, como ocorre desde 2010, voltou a frequentar mais o departamento médico do que os gramados e ganhou companheiros na rotina, como Daniel Carvalho e João Vitor, que dizia ter fraturado o pé direito logo após ter sido ameaçado pela torcida – embora aparecesse na Academia de Futebol com chinelos e sem nenhuma faixa no local. Wesley, contratado em março por R$ 14,5 milhões, operou o joelho em abril e também quase não jogou.

O lado positivo de 2012, além da conquista da Copa do Brasil, foi a chegada de Barcos. Um dos poucos “camarões” que Felipão recebeu – o técnico chamava reforços de qualidade dessa forma –, o argentino chegou sob pagamento de R$ 7 milhões à LDU, do Equador, prometendo 27 gols no ano. Fez 28, mas lutou quase sozinho para evitar o rebaixamento. Um de seus aliados foi Marcos Assunção, que suportou fortes dores no joelho direito para entrar em campo e quase agrediu Valdivia no vestiário alegando falta de disposição do chileno.

O Palmeiras, após conquistar seu 11º título nacional, terá que brigar em 2013 pela conquista mais desagradável de sua coleção: a Série B do Brasileiro. Destino que deve selar a vida política de Arnaldo Tirone. O presidente errou do início ao fim dos dois anos de sua gestão. Neste ano, falhou ao pedir a torcida que ajudasse com R$ 21 milhões para comprar Wesley, do Werder Bremen, mas não conseguiu nem R$ 700 mil e fechou a negociação um mês depois por R$ 14,5 milhões.

Agora, o dirigente não consegue negociar Valdivia, tarefa que tinha como prioridade, nem trazer os reforços pedido por Gilson Kleina. Para piorar, chegou a anunciar para conselheiros uma renovação que não ocorreu com Barcos. Mesmo assim, cogita reeleição. É mais um símbolo de atraso no clube grande mais vencedor e, ao mesmo tempo, mais vezes rebaixado no Brasil.

CAMPEONATO PAULISTA

Djalma Vassão/Gazeta Press
O goleiro Deola falhou nos três gols do jogo que eliminou o time no Paulistão e perdeu espaço no elenco
A estreia do Palmeiras em 2012, dias após o anúncio da aposentadoria de Marcos, foi em um amistoso diante do Ajax, no Pacaembu, vencido com gol no fim de Pedro Carmona mesmo diante da fraca atuação do time holandês. E o sofrimento para obter resultados positivos contra adversários apáticos foi repetido ao longo do Estadual.

Os pontos altos da campanha, como em todo o ano, vieram com Barcos. Torcedores passaram a usar proteção um pedaço de pano verde em um dos olhos para homenagear o “Pirata” após seus gols no empate por 3 a 3 com o São Paulo e na vitória por 6 a 2 diante do Botafogo de Ribeirão Preto. Mas o centroavante, além da calibrada bola parada de Marcos Assunção, já não era suficiente.

O time perdeu de virada para o Corinthians em 25 de março, no Pacaembu, e não se encontrou mais. Venceu com sufoco o Paulista de Jundiaí, foi batido pelo Guarani em Campinas e, no Pacaembu, conseguiu ser derrotado pelo Mirassol e sofrer para empatar nos acréscimos com o já rebaixado Comercial.

Tantos tropeços deixaram a equipe em quinto lugar na fase de classificação, obrigando-o a ser visitante no jogo único das quartas de final. Felipão tentou minimizar dizendo que o clube “não tem casa” enquanto o Palestra Itália é reformado. E pelo que se viu no Brinco de Ouro da Princesa, não tinha nem time: o Guarani se classificou vencendo por 3 a 2 com três falhas do goleiro Deola, que virou reserva a partir dali. Na volta de Campinas, Scolari pediu demissão, mas a diretoria não deixou e atletas experientes do elenco, como Marcos Assunção, solicitaram sua permanência prevendo que o Palmeiras se reergueria.

COPA DO BRASIL

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Betinho virou herói ao substituir Barcos nas finais da Copa do Brasil: sofreu pênalti e marcou o gol do título
As deficiências, como previsto, não atrapalharam o time para passar de dois rivais fracos nas duas primeiras fases: o Coruripe-AL caiu com derrotas por 1 a 0 em Alagoas e 3 a 0 em Jundiaí, e o Horizonte foi eliminado logo na primeira partida ao perder por 3 a 1 no Ceará. Até aí, o Palmeiras fez sua obrigação. E, na sequência, mostrou que seguia “ostentando a sua fibra”.

A vitória por 2 a 1 sobe o Paraná, em Curitiba, foi emblemática. Ocorreu três dias após a eliminação no Paulista, e logo depois do pedido de demissão de Felipão, além de ter sido a primeira partida de Bruno como titular no gol. O triunfo teve ainda a ‘estreia’ do bigode de Valdivia, que viraria moda entre os torcedores ao longo da campanha. E renovou a esperança palmeirense de alegria na temporada.

Em meio ao anúncio de que Scolari não treinaria a equipe em 2013, o time passou por Paraná e Atlético-PR até se deparar com o Grêmio. Em partida taticamente próxima à perfeição, a vitória no Olímpico por 2 a 0 veio no fim com gols de Mazinho e Barcos. O jogo de volta também foi simbólico: empate por 1 a 1 na Arena Barueri garantido por Valdivia, em sua primeira partida após sofrer sequestro relâmpago e ver sua família retornar ao Chile com medo de São Paulo.

Contra o Coritiba, o ápice não veio sem sofrimento. No mesmo dia do duelo de ida, em Barueri, Barcos foi operado por conta de apendicite e anunciado como desfalque para as duas finais. Caberia a Betinho, contratado de graça e por três meses, ser o centroavante do Verdão. O inesperado titular virou herói: sofreu o pênalti convertido por Valdivia para abrir a vitória por 2 a 0 em casa e foi o responsável pelo desvio de cabeça após falta cobrada por Marcos Assunção que selou o 1 a 1 no Couto Pereira. O palmeirense podia respirar aliviado. Por pouco tempo.

CAMPEONATO BRASILEIRO

Djalma Vassão/Gazeta Press
Gilson Kleina assumiu o time em penúltimo lugar e, em 13 rodadas, não conseguiu evitar o rebaixamento
O Verdão demorou a dar atenção para o torneio. Estreou sob vaias ao empatar no Pacaembu com a Portuguesa, recém-rebaixada à segunda divisão paulista, e foi acumulando tropeços até, enfim, usar sua força máxima na sexta rodada. O adversário era o Corinthians, com reservas e de olho nas finais da Libertadores. E o Derby foi vencido pelo Alvinegro, de virada, com dois gols do ainda pouco conhecido Romarinho.

A frustração foi levemente aliviada pela primeira vitória do time no Brasileiro, batendo o Figueirense na Arena Barueri. Na rodada seguinte, os reservas perderam da Ponte Preta, mas, na sequência, a esperança de que o título da Copa do Brasil daria novo ânimo se confirmava. Com times mistos, devido aos desfalques por lesão, o Palmeiras empatou com o São Paulo e o Coritiba e venceu o Náutico.

Deixar zona de rebaixamento parecia questão de tempo. Só parecia. Até a saída de Felipão, na 24ª rodada, a equipe só venceu mais três vezes. Jogadores importantes como Valdivia e Marcos Assunção passaram a se alternar no campo e no departamento médico. Contratações de emergência, como o volante Correa, o lateral esquerdo Leandro e o meia Tiago Real, não conseguiam deslanchar. E para complicar, Barcos passou a ser desfalque constante ao ser convocado para a seleção argentina.

Internamente, o grupo estava rachado. A maioria já não aguentava mais o estilo autoritário de Scolari, tanto que vetaram a contratação de Emerson Leão. E a torcida, dois meses após fazer festa, tinha perdido a paciência. Um símbolo da campanha foi a derrota para o Corinthians, em 16 de setembro: com o ex-volante Narciso estreando como técnico de um time profissional no banco, a equipe foi vítima de protestos que chegaram a ter cadeiras atiradas no gramado, e Tirone e Frizzo quase foram agredidos tanto no estádio quanto em restaurante do vice-presidente, depredado por torcedores.

Com o apoio até dos jogadores que sentiam saudades de Felipão, Gilson Kleina assumiu o time a 13 rodadas do fim do torneio e em penúltimo lugar, a oito pontos da primeira equipe fora da zona de rebaixamento. Para piorar a missão, os protestos no Derby geraram punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que obrigou o clube a mandar quatro jogos a mais de 100km da capital paulista.

Intercalando sequências de vitórias e derrotas, sem regularidade, e sofrendo com ameaças de agressão, a equipe não teve a reação esperada com Gilson Kleina, que foi obrigado a escalar garotos como João Denoni e Patrick Vieira entre os titulares para tentar salvar a equipe. A luta para ficar na Série A teve ainda o assessor de imprensa Marcelo Cazavia completando treinando e Fábio Finelli, também assessor, jogando sal grosso nas traves antes dos jogos. Tudo em vão.

COPA SUL-AMERICANA

AFP
Equipe cheia de reservas foi derrotada pelo Millonarios, na Colômbia, e chegou a comemorar a eliminação
Quando estreou na competição, o Palmeiras, ainda com muitas rodadas à frente no segundo turno, até sonhava com o título. Mas a vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, em Barueri, foi um raro momento de tranquilidade. Na volta, Felipão não tinha atletas suficientes para compor seu banco de reservas no Engenhão e, no sufoco, segurou a derrota por 3 a 1 que valeu a vaga pelo gol feito fora de casa.

Os confrontos contra o Millonarios pelas oitavas de final, porém, já eram vistos como obstáculos. Gilson Kleina poupou quem pôde nos duelos. Mesmo assim, venceu por 3 a 1 na ida, no Pacaembu. Na Colômbia, Barcos pediu para atuar, mas os suplentes colocados em campo ao seu lado não o ajudaram: derrota por 3 a 0 que chegou a ser comemorada pela comissão técnica pelo tempo maior visando o Brasileiro.

ESTATÍSTICAS

Jogos: 74
Vitórias: 30
Empates: 16
Derrotas: 28
Gols Pró: 107
Gols Contra: 94
Saldo: +13

ARTILHEIROS
Barcos: 28
Marcos Assunção: 10
Maikon Leite: 9
Mazinho: 6
Henrique: 5
Luan: 5
Juninho: 4
Valdivia: 3
Artur: 3
Daniel Carvalho: 3
Patrik: 3
Leandro Amaro: 3
Fernandão: 3
Obina: 3
Betinho: 2
Correa: 2
Thiago Heleno: 2
João Vitor: 2
Ricardo Bueno: 2
Tiago Real: 2
Patrick Vieira: 2
Vinícius: 1
Márcio Araújo: 1
Román: 1
Pedro Carmona: 1
Marquinhos (contra): 1

AMISTOSO
14/01 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 0 Ajax (Pedro Carmona)

CAMPEONATO PAULISTA
22/01 - Nabi Abi Chedid - Bragantino 1 x 2 Palmeiras (Leandro Amaro e Maikon Leite)
25/01 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 1 Portuguesa (Ricardo Bueno)
29/01 - Silvio Salles - Catanduvense 1 x 1 Palmeiras (Fernandão)
01/02 - Pacaembu - Palmeiras 2 x 0 Mogi Mirim (Marcos Assunção [2])
05/02 - Eduardo José Farah - Santos 1 x 2 Palmeiras (Fernandão e Juninho)
08/02 - Pacaembu - Palmeiras 3 x 2 XV de Piracicaba (Daniel Carvalho, Marcos Assunção e Artur)
11/02 - Pacaembu - Palmeiras 3 x 0 Ituano (Patrik, Barcos e Artur)
17/02 - Dario Rodrigues Leite - Guaratinguetá 2 x 3 Palmeiras (Artur, Barcos e João Vitor)
23/02 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 1 Oeste (Maikon Leite)
26/02 - Eduardo José Farah - Palmeiras 3 x 3 São Paulo (Daniel Carvalho e Barcos [2])
29/02 - Gilbertão - Linense 1 x 3 Palmeiras (Maikon Leite, Barcos e Daniel Carvalho)
04/03 - Pacaembu - Palmeiras 0 x 0 São Caetano
11/03 - Santa Cruz - Botafogo 2 x 6 Palmeiras (Marquinhos [contra], Maikon Leite, Barcos [2], Ricardo Bueno e Juninho)
17/03 - Pacaembu - Palmeiras 2 x 1 Ponte Preta (Juninho e Marcos Assunção)
25/03 - Pacaembu - Corinthians 2 x 1 Palmeiras (Marcos Assunção)
28/03 - Jayme Cintra - Paulista 0 x 1 Palmeiras (João Vitor)
31/03 - Pacaembu - Palmeiras 0 x 1 Mirassol
08/04 - Brinco de Ouro - Guarani 3 x 1 Palmeiras (Barcos)
15/04 - Pacaembu - Palmeiras 2 x 2 Comercial (Fernandão e Henrique)
22/04 - Brinco de Ouro - Guarani 3 x 2 Palmeiras (Marcos Assunção e Henrique)

COPA DO BRASIL
14/03 - Rei Pelé - Coruripe-AL 0 x 1 Palmeiras (Barcos)
21/03 - Jayme Cintra - Palmeiras 3 x 0 Coruripe-AL (Marcos Assunção, Barcos e Juninho)
04/04 - Domingão - Horizonte-CE 1 x 3 Palmeiras (Leandro Amaro [2] e Maikon Leite)
25/04 - Vila Capanema - Paraná 1 x 2 Palmeiras (Marcos Assunção e Henrique)
09/05 - Arena Barueri - Palmeiras 4 x 0 Paraná (Mazinho [2], Valdivia e Maikon Leite)
16/05 - Vila Capanema - Atlético-PR 2 x 2 Palmeiras (Barcos e Maikon Leite)
23/05 - Arena Barueri - Palmeiras 2 x 0 Atlético-PR (Luan e Henrique)
13/06 - Olímpico - Grêmio 0 x 2 Palmeiras (Mazinho e Barcos)
21/06 - Arena Barueri - Palmeiras 1 x 1 Grêmio (Valdivia)
05/07 - Arena Barueri - Palmeiras 2 x 0 Coritiba (Valdivia e Thiago Heleno)
11/07 - Couto Pereira - Coritiba 1 x 1 Palmeiras (Betinho)

CAMPEONATO BRASILEIRO
19/05 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 1 Portuguesa (Luan)
27/05 - Olímpico - Grêmio 1 x 0 Palmeiras
06/06 - Ilha do Retiro - Sport 2 x 1 Palmeiras (Barcos)
09/06 - Pacaembu - Palmeiras 0 x 1 Atlético-MG
17/06 - Arena Barueri - Palmeiras 1 x 1 Vasco (Mazinho)
24/06 - Pacaembu - Corinthians 2 x 1 Palmeiras (Mazinho)
01/07 - Arena Barueri - Palmeiras 3 x 1 Figueirense (Román, Barcos e Maikon Leite)
08/07 - Moisés Lucarelli - Ponte Preta 1 x 0 Palmeiras
15/07 - Arena Barueri - Palmeiras 1 x 1 São Paulo (Mazinho)
19/07 - Couto Pereira - Coritiba 1 x 1 Palmeiras (Patrik)
22/07 - Arena Barueri - Palmeiras 3 x 0 Náutico (Obina, Mazinho e Márcio Araújo)
26/07 - Arena Barueri - Palmeiras 0 x 2 Bahia
29/07 - Independência - Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras (Barcos)
04/08 - Arena Barueri - Palmeiras 0 x 1 Internacional
08/08 - Engenhão - Botafogo 1 x 2 Palmeiras (Barcos [2])
12/08 - Engenhão - Fluminense 1 x 0 Palmeiras
15/08 - Arena Barueri - Palmeiras 1 x 0 Flamengo (Barcos)
19/08 - Serra Dourada - Atlético-GO 2 x 1 Palmeiras (Barcos)
25/08 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 2 Santos (Correa)
29/08 - Canindé - Portuguesa 3 x 0 Palmeiras
01/09 - Pacaembu - Palmeiras 0 x 0 Grêmio
06/09 - Pacaembu - Palmeiras 3 x 1 Sport (Correa, Tiago Real e Obina)
09/09 - Independência - Atlético-MG 3 x 0 Palmeiras
12/09 - São Januário - Vasco 3 x 1 Palmeiras (Luan)
16/09 - Pacaembu - Palmeiras 0 x 2 Corinthians
22/09 - Orlando Scarpelli - Figueirense 1 x 3 Palmeiras (Thiago Heleno, Henrique e Marcos Assunção)
29/09 - Pacaembu - Palmeiras 3 x 0 Ponte Preta (Barcos [2] e Marcos Assunção)
06/10 - Morumbi - São Paulo 3 x 0 Palmeiras
11/10 - Arena da Fonte Luminosa - Palmeiras 0 x 1 Coritiba
14/10 - Aflitos - Náutico 1 x 0 Palmeiras
17/10 - Pituaçu - Bahia 0 x 1 Palmeiras (Betinho)
20/10 - Arena da Fonte Luminosa - Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro (Barcos [2])
27/10 - Beira-Rio - Internacional 2 x 1 Palmeiras (Luan)
04/11 - Arena da Fonte Luminosa - Palmeiras 2 x 2 Botafogo (Barcos [2])
11/11 - Eduardo José Farah - Palmeiras 2 x 3 Fluminense (Barcos e Patrick Vieira)
18/11 - Raulino de Oliveira - Flamengo 1 x 1 Palmeiras (Vinícius)
25/11 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 2 Atlético-GO (Patrick Vieira)
01/12 - Vila Belmiro - Santos 3 x 1 Palmeiras (Maikon Leite)

COPA SUL-AMERICANA
01/08 - Arena Barueri - Palmeiras 2 x 0 Botafogo (Barcos [2])
22/08 - Engenhão - Botafogo 3 x 1 Palmeiras (Patrik)
02/10 - Pacaembu - Palmeiras 3 x 1 Millonarios-COL (Obina, Tiago Real e Luan)
23/10 - El Campín - Millonarios-COL 3 x 0 Palmeiras

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