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Sem temer Marcos, Prass cita 'fantasmas' superados em Coxa e Vasco

William Correia São Paulo (SP)

O primeiro ano do Palmeiras após a aposentadoria de Marcos se tornou uma pressão tão grande para seus sucessores que Deola foi emprestado ao Vitória, Bruno foi contestado mesmo sendo eleito o melhor goleiro da Copa do Brasil e Raphael Alemão recebeu críticas apesar de ter atuado só dois jogos, já com o time rebaixado. A missão, agora, é de Fernando Prass. E ele nega temor citando seu histórico.

“No Coritiba, desde a conquista do Brasileiro de 1985 um goleiro não jogava duas temporadas seguidas, e eu joguei quatro. No Vasco, desde quando o Fábio saiu (em 2004), tinham jogado 17 goleiros, e fiz quase 150 jogos em quatro anos”, apontou o novo camisa 25 do Verdão, que tem 34 anos e inicia a passagem por seu sétimo clube na carreira. Sem medo de ‘fantasmas’.

“Não quero substituir ninguém. O Marcos encerrou uma carreira brilhante, a comparação acontecerá por muitos anos com qualquer goleiro. Quem está aqui, vai ter que saber lidar muito bem com isso. E só quero fazer o meu trabalho e corresponder às expectativas”, discursou.

Mesmo dizendo que não se sente exemplo para ninguém ao aceitar o desafio de jogar a Série B pelo Verdão, Prass espera ficar marcado no clube. “Não vou substituir o Marcos em lugar algum, nem em campo nem fora. Ele tem um lugar na história do Palmeiras, marcado para sempre. Eu vou procurar o meu lugar. Só não sei qual vai ser, depende do meu trabalho”, falou, tão disposto quanto consciente de sua tarefa.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Goleiro de 34 anos não tem medo de assumir a posição na qual Marcos virou Santo em 12 anos como titular
“Cada clube tem sua peculiaridade e oferece desafios. Quem escolhe a posição de goleiro sabe disso, por ser uma responsabilidade muito maior do que qualquer outra posição, sem o direito de errar. Independentemente de quem foram os goleiros que fizeram história, tenho uma responsabilidade muito grande porque estou em um clube grande. Naturalmente, vem a cobrança”, constatou.

Um dos desafios no Palmeiras é provar que valeu a pena a diretoria abrir mão de sua elogiada e tradicional “escola de goleiros”. Prass é o primeiro da posição a ser contratado pelo clube desde 1994, quando o paraguaio Gato Fernández chegou e terminou o ano na reserva de Velloso. Nestes 18 anos, 11 atletas defenderam a meta alviverde e não só Marcos, mas Velloso e Sérgio viraram ídolos, além de Diego Cavalieri ter deixado saudade.

Mas Prass, ao menos, chega elogiado por Marcos, embora o campeão da Libertadores de 1999 sustente seu apoio a Bruno. “É difícil ouvirmos pessoas com opiniões corretas sobre goleiros, falta um pouco de coerência dos que nos analisam e não são goleiros. Vindo de uma pessoa que jogou tanto tempo na minha posição, nada melhor para mim do que chegar com aval positivo de quem tem direito e know-how para falar”, agradeceu o ex-goleiro do Vasco.

Aos 34 anos e com o título da Série B de 2009 no currículo, o recém-contratado ressalta sua experiência para prever sucesso nos três anos de contrato com o Palmeiras. “Sempre penso que tenho que ser o melhor no dia de amanhã, que o melhor está por vir. Além da parte física boa para jogar até certa idade, tenho uma cabeça muito boa. E goleiro é muita transpiração, é necessária disposição para trabalhar. Até hoje não tenho sentido o peso da idade negativamente, só benefícios. Sou hoje muito mais consistente do que com 20, 21 anos”, garantiu.

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