Futebol/Mundial de Clubes - ( )

Zico e Dininho alertam Timão para artilheiro “chato” do Hiroshima

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Classificado para as quartas de final do Mundial de Clubes ao vencer os neozelandeses do Auckland City, o Sanfrecce Hiroshima agora terá pela frente os egípcios do Al Ahly. Precisando vencer para chegar à semifinal e encarar o Corinthians, o time japonês aposta suas fichas no centroavante Hisato Sato. E se depender de dois velhos conhecidos do jogador, é bom o Timão já pensar em como parar o atual artilheiro do Campeonato Japonês.

Com 22 gols na J-League, o atacante de apenas 1,70m foi elogiado por um dos maiores jogadores da história do futebol. Em entrevista à GazetaEsportiva.net, Zico, responsável por levar o jogador à seleção japonesa nas Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2006, exaltou o talento de Sato: “É um baixinho chato demais, bom pra cacete (pausa). Bom pra burro, né. Não à toa foi artilheiro do campeonato.”

Apesar de elogiar seu antigo pupilo, o Galinho de Quintino admitiu conhecer pouco sobre o time Viola. Acostumado a enfrentá-los nos tempos de jogador, Zico garante que a torcida do Sanfrecce, mesmo empolgada, não lembrará a força dos corintianos.

AFP
Nas Eliminatórias para a Copa de 2006, Zico levou Sato à seleção, mas deixou o 'chato' de fora da lista final
“Não conheço muito, mas conheço o treinador (Hajime Moriyasu), que jogou na mesma época que eu. É uma torcida tranquila, mas deve estar empolgada. É uma cidade grande e eles podem estar mais animados por disputarem um Mundial”, ressaltou o ídolo flamenguista.

Outro ex-jogador rubro-negro que alertou sobre os perigos oferecidos pelo possível adversário do Timão à GE.net foi Dininho. O ex-zagueiro falou sobre o artilheiro Sato, o entrosamento do elenco e exaltou a estrutura oferecida pelo clube, considerado de médio porte no país.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Destaque no Azulão, Dininho foi contratado pelo Sanfrecce Hiroshima antes de chegar ao Verdão
“Logo quando eu cheguei tinham comprado o Sato. Ele é enjoado, jogando junto dava para ver que ele era chato, gostava de reclamar. Era muito rápido e habilidoso, já dava para ver que tinha um futuro muito grande. É a mesma base há anos, esse foi o segredo da grande campanha, o entrosamento. A estrutura também é muito boa. Lembro que no campo, mesmo no frio, na hora do treino não tinha mais neve, era coisa de outro mundo, mudava o gramado de acordo com a estação e o estádio era perfeito”, afirmou.

Tendo atuado na temporada de 2006 no Sanfrecce Hiroshima, o agora fazendeiro no interior de Minas Gerais coloca o patriotismo acima de sua passagem pelo Palmeiras. Por ele, o encontro entre os nipônicos e o Corinthians seria na grande decisão, e não na semifinal, como acontecerá em caso de vitória sobre o Al Ahly neste domingo, às 8h30 (de Brasília).

“Estou torcendo para eles, pois deixei muita amizade. Tomara que tenham sorte para chegar na final. Gostaria que desse Corinthians e eles na final, sou brasileiro né. A torcida do Hiroshima, e em todo o Japão, é diferente. Eles têm por tradição, que tem que saudar a torcida. Você perde e a torcida aplaude”, afirmou.

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