Futebol/Copa Libertadores - ( - Atualizado )

Luxa vê Libertadores forte e descarta Timão como rival a ser batido

Luque (Paraguai)

O Corinthians foi o time brasileiro mais vencedor de 2012, com as conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes. Mas isso não o coloca no posto de time a ser batido na competição continental da próxima temporada. A opinião é de Vanderlei Luxemburgo, técnico do Grêmio e que busca seu primeiro título no torneio.

“O Corinthians é um dos candidatos, mas não o principal”, afirmou o treinador ao site oficial da Conmebol, ressaltando os oponentes aos comandados de Tite. “Será a Libertadores mais complicada dos últimos 20 anos porque não há nenhum rival fácil, com os melhores de cada país”.

O argumento do técnico é seu duelo contra a LDU de Quito, campeã da Libertadores de 2008, para ter vaga na fase de grupos. “Enfrentaremos um campeão na primeira fase. Temos que passar de qualquer maneira porque somos uma equipe grande, mas sabemos que, para isso, devemos jogar nosso melhor futebol diante de um clube com tradição e que sabe enfrentar este tipo de desafio”, afirmou.

E os equatorianos não serão os únicos adversários dos brasileiros. “Há conjuntos como Boca, Peñarol, Nacional, Vélez, Universidad de Chile, protagonistas nos últimos tempos. Os brasileiros estão muito fortes, mas na Libertadores existem muitas surpresas”, apontou, negando hegemonia do País na competição mesmo com as conquistas do Inter em 2010, do Santos em 2011 e do Corinthians neste ano.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Treinador crê que participará na próxima temporada da Libertadores mais difícil dos últimos 20 anos
“É verdade que o poder econômico dos clubes brasileiros é muito importante, mas no campo são 11 contra 11. Se as partidas fossem vencidas pelo preço dos jogadores, não valeria a pena jogar. Hoje, qualquer um pode ganhar. E há equipes de muita tradição na Libertadores, que sempre dão trabalho”, alegou.

Luxemburgo, contudo, não abre mão de ser um dos grandes personagens da disputa. E pede que seus atletas pensem da mesma forma. “Uma parte da pré-temporada será mental, fazer os jogadores entenderem como é bom ser protagonista de um torneio como a Libertadores”, contou o técnico, ressaltando, porém, o equilíbrio na disputa.

“Todos os participantes jogam com a ilusão de ganhar, não só de participar e fazer um bom papel. Alguns têm mais chances que outros, mas ninguém vai para o campo derrotado. Coisa que não acontece na Europa, onde os pequenos sabem que é impossível ganhar de um Barcelona, um Real Madrid. Aqui na América do Sul pode ser campeã uma equipe como o Once Caldas em 2004”, exemplificou, de olho, agora, na LDU, em janeiro.

“O principal desafio é fazer uma preparação para chegar da melhor maneira à primeira partida, em casa, e conseguir uma boa diferença para definir a classificação em Quito”, apontou, pensando antes no duelo em Porto Alegre para minimizar os quase 3 mil metros de altitude na casa da LDU. “Todos falam da altitude, mas temos que ser inteligentes. Eles são muito mais fortes em seu estádio, mas não foram campeões de vários torneios sul-americanos só jogando no Equador”, lembrou.

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