Motor/Rally Dakar - ( - Atualizado )

Em 15º Dakar, Azevedo aposta em físico para compensar apoio pequeno

André Sender São Paulo (SP)

O piloto brasileiro Jean Azevedo está prestes a disputar o Rally Dakar pela 15ª vez, mas sua preparação mudou em relação às edições anteriores. Com uma estrutura menor do que em outros anos, o experiente paulista deu prioridade a seu preparo físico, realizando menos treinos com a moto que pilotará nas 14 etapas entre a largada em Lima, no Peru, e a chegada em Santiago, no Chile.

A estrutura da equipe Avante, de Azevedo, é modesta. São apenas três pessoas, o próprio piloto, o mecânico Geraldo Lima e o chefe de equipe Rogério Oliveira, e uma moto, adquirida pouco antes do último Rally dos Sertões, em agosto.

“Como eu estava sem uma segunda moto para treinar, me dediquei muito mais à parte física do que ao treino com a moto. Antes eu fazia o contrário, mas esse ano estava limitado em função de não ter uma outra moto e acabei focando muito mais na parte física”, disse o paulista, quinto colocado do Dakar de 2003.

A rotina de preparação de Jean Azevedo para a exaustiva competição sul-americana começa já pela manhã. Como a largada das etapas costuma ocorrer por volta das 7h do horário local, o piloto paulista se condiciona a acordar neste horário e já iniciar os treinos com uma corrida até a academia, onde faz o trabalho de musculação.

Em alguns dias da semana, utiliza a tarde para treinar com a moto, mas na maioria deles anda de bicicleta para dar continuidade à preparação física. “Acho importante você estar no mesmo horário da corrida, acordar e começar uma atividade física porque você não está acostumado a fazer isso. No total, devo ficar entre 5h e 6h por dia cuidando dessa parte”, explicou.

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Jean Azevedo teve pouco contato com a moto no período de treinos e aposta na preparação física (Foto: Fábio Davini/DFotos)

Além do preparo físico, Jean Azevedo acredita que sua experiência no Dakar pode ser fundamental para um bom desempenho a partir de 5 de janeiro. O paulista fez sua primeira participação na competição em 1996, quando ela ainda era disputada entre a Europa e a África, e a disputará na categoria de motos pela 12ª vez.

Irmão mais novo de André Azevedo, ele competiu nos carros em 2009, 2010 e 2012. Na temporada passada, correu ao lado do navegador Emerson Cavassin e ficou com a 23ª colocação da classificação geral.

“O fator positivo é que eu tenho experiência, então vou ter que achar os caminhos para compensar a falta de estrutura, equipamento, de uma série de coisas. Para mim, é uma corrida muito mais de inteligência do que de acelerador”, resumiu o paulista.

A edição de 2013 do Rally Dakar tem início no dia 5 de janeiro, em Lima, e encerramento marcado para o dia 19, em Santiago, no Chile, onde os competidores chegam após passarem também pela Argentina. No total, serão 8.423 quilômetros de deslocamento entre as capitais.

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