Motor/Rally Dakar - ( - Atualizado )

Jean Azevedo culpa custos por evasão de brasileiros do Dakar

André Sender São Paulo (SP)

O Brasil terá apenas um representante na categoria de motos na próxima edição do Rally Dakar, que começa em 5 de janeiro: o experiente Jean Azevedo. Quinto colocado da prova em 2003, ele acredita que o alto custo para participar da competição afastou os pilotos nacionais da tradicional prova.

Em 2012, ano em que Jean Azevedo competiu nos carros, o Brasil esteve representado por sete motociclistas no Dakar, que passou a ser disputado na América do Sul em 2009 após a edição do ano anterior ser cancelada por motivos de segurança.

“Ainda é uma prova muito cara, não é fácil você montar uma logística, pagar todas as taxas de inscrições, que são um absurdo. A gente tem vários bons pilotos e acho que muitos deles gostariam de estar lá, mas o financeiro pega”, avaliou o representante da equipe Avante.

Em um time com estrutura pequena para a próxima edição do Dakar – são apenas três pessoas, incluindo o próprio piloto, e uma moto – Azevedo calcula um investimento de aproximadamente R$ 700 mil durante um ano. O valor inclui compra de equipamentos, participação em competições de preparação, e despesas gerais da equipe.

Em 2013, o País teria também Felipe Zanol competindo pela forte equipe Honda, mas o mineiro sofreu um acidente durante os treinos nos Estados Unidos e está internado. Na última sexta-feira, ele deixou o coma induzido, mas ainda não há novos detalhes de seu estado de saúde.

“Você não pode considerar só o Dakar, tem que considerar o treinamento, o ano inteiro. O mínimo que você vai gastar é R$ 400 mil. Você não pode comprar uma moto e correr o Dakar, tem que se preparar, ter uma estrutura de no mínimo oito meses” , explicou o paulista. “Só a moto custa R$ 100 mil. A conta vai aumentando, aumentando. Se colocar na ponta do lápis, para ter um ano razoável são R$ 700 mil”.

A outra categoria do Dakar com participação nacional é a de carros. Nesta, são sete representantes do País, com destaque para a dupla formada pelo piloto Guilherme Spinelli e o navegador Youssef Haddad, que ficou com a nona colocação de 2011.

Divulgação
Investimento para competir no Dakar chega a R$ 700 mil por ano e afasta brasileiros (Foto: Fábio Davini/DFotos)

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade