Natação/Olimpíadas - ( - Atualizado )

Aos 32 anos, Nicholas torce por mudança no programa olímpico de 2016

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

O brasileiro Nicholas Santos alcançou o maior resultado de sua carreira aos 32 anos, o que o motiva a sonhar com uma vaga nos Jogos do Rio de Janeiro-2016. Para multiplicar suas chances de sucesso, o nadador torce pela inclusão no programa olímpico dos 50m borboleta, distância na qual é campeão mundial em piscina curta.

“Tenho escutado boatos de que talvez os 50m borboleta sejam incluídos (nas Olimpíadas), assim como os 50m peito e costas. Para mim, seria sensacional. É uma prova que tenho real condição de disputar medalha em nível mundial. O Comitê Olímpico Brasileiro e a Federação Internacional de Natação têm que resolver”, disse.

Caso os 50m borboleta não sejam incluídos no programa de 2016, Nicholas tem como alternativa investir nos 100m borboleta ou tentar uma vaga no revezamento 4x100m. Doze anos mais velho que o sul-africano Chad Le Clos, campeão olímpico nos 200m borboleta e um de seus principais rivais, ele se diz confiante no aspecto físico.

“Eu levo uma vida saudável. A preocupação que tenho com o corpo, alimentação e descanso é muito maior do que o pessoal mais novo. Isso me mantém competitivo. Tenho vontade de vencer em tudo que faço na vida e isso me motiva a continuar a carreira. O bacana da minha trajetória é que meus tempos têm diminuído progressivamente”, disse o brasileiro, que deixou Le Clos com a prata no Mundial de Piscina Curta.

Satiro Sodre/CBDA
Nicholas Santos espera que os 50m borboleta sejam incluídos no programa olímpico dos Jogos do Rio de Janeiro
Nesta altura da carreira, se dedicar a uma prova diferente de sua especialidade pode ser algo positivo, diz Nicholas. “Precisaria fazer algumas adaptações com meu técnico, mas não deixa de ser um desafio pessoal. Seria bem motivante para mim, ainda mais com a idade que estou”, declarou.

Sem estrelas como César Cielo e Tiago Pereira na delegação que disputou o Mundial de Piscina Curta de Istambul, Nicholas Santos, companheiro de treino da dupla de medalhistas olímpicos, assumiu o papel de ‘capitão’ da delegação nacional e viu o surgimento de algumas promessas.

“A natação brasileira está em evolução e tem uma nova geração boa chegando. Nessa competição da Turquia, vi um atleta muito promissor para 2016, o Leonardo Alcover”, afirmou Nicholas, que ainda citou nomes como Marcelo Chierighini e Tales Cerdeira. “Em 2016, o Brasil terá seu melhor resultado na natação”, apostou.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade