Sede da próxima edição dos Jogos Olímpicos, o Brasil cumpriu a modesta meta traçada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em Londres-2012. Ainda que a evolução em relação a Pequim-2008 tenha sido discreta, a entidade presidida por Carlos Arthur Nuzman se disse satisfeita.
Na China, o Brasil registrou 15 pódios – três ouros, quatro pratas e oito bronzes. A rigor, a diferença na Inglaterra foi uma prata e um bronze a mais, o que proporcionou o recorde de medalhas do País. Sediar a próxima edição dos Jogos pressupõe o papel de protagonista, mas o COB havia traçado a meta de simplesmente manter os pódios de Pequim.
Além de repetir as 15 medalhas conquistadas na China, a entidade estabeleceu o objetivo de superar as 41 finais disputadas há quatro anos, algo que não conseguiu cumprir, já que os atletas nacionais participaram de 35 decisões. Na natação e no atletismo, o desempenho ficou abaixo do esperado.
O Brasil terminou a competição em Londres no 22º lugar do quadro de medalhas e foi o 14º levando em conta apenas o número de condecorações, critério adotado pelo COB como principal. Maior destaque, o vôlei (de praia e de quadra) registrou um total de quatro pódios na Inglaterra.
| EUA LIDERAM E PHELPS SE DESPEDE |
Superados pela China em Pequim-2008, os Estados Unidos reassumiram a liderança do quadro de medalhas em Londres com 46 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, já que os orientais acumularam 38 títulos, 27 vices e 22 terceiros lugares. O sucesso norte-americano foi alavancado por 16 ouros na natação, quatro conquistados com as braçadas de Michael Phelps. Com o status de maior medalhista olímpico da história – 18 ouros, duas pratas e dois bronzes -, ele se aposentou em Londres, aos 27 anos. Já Usain Bolt apenas ampliou sua série de feitos na Inglaterra. Assim como em Pequim-2008, o velocista conquistou o ouro nos 100m, nos 200m e no revezamento 4x100m ao lado da equipe jamaicana. |
Adhemar Ferreira da Silva, Maurício, Giovane, Torben Grael, Marcelo Ferreira e Robert Scheidt ganharam a companhia de novas bicampeãs olímpicas: Fabi, Fabiana, Sheilla, Paula Pequeno, Thaísa e Jaqueline. Já o técnico José Roberto Guimarães é o primeiro tri da história do Brasil.
O judô, por sua vez, registrou quatro pódios, incluindo o primeiro ouro feminino, conquistado por Sarah Menezes. Na ginástica, Arthur Zanetti foi o pioneiro nas argolas. O boxe, embalado pelos irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão, terminou com três medalhas.
O atletismo, sem pódios pela primeira vez desde Barcelona-1992, apesar de contar com Maurren Maggi e Fabiana Murer, e a natação, que ficou abaixo do esperado ao medalhar com Thiago Pereira (prata) e César Cielo (bronze), foram as principais decepções do Brasil.
O hipismo, há duas edições sem pódios, e o taekwondo, também de mãos abanando, ficaram entre os pontos de preocupação. Assim como o basquete e o futebol feminino, que caíram antes da semifinal, além da vela, tradicional fornecedor de medalhas que teve apenas um bronze, e a ginástica feminina.
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| Sarah Menezes (Judô) | Arthur Zanetti (Ginástica) | Fabiana (Vôlei feminino) |
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| Tiago Pereira (Natação) | Alison e Emanuel (Vôlei de Praia) | Giba (Vôlei masculino) |
| Mano Menezes (Futebol masculino) | Esquiva Falcão (Boxe) | |
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| Felipe Kitadai (Judô) | Mayra Aguiar (Judô) | Rafael Silva (Judô) |
| César Cielo (Natação) | B. Prada e R. Scheidt (Vela) | Juliana e Larissa (Vôlei de Praia) |
| Adriana Araújo (Boxe) | Yamaguchi Falcão (Boxe) | Yane Marques (Pentatlo Moderno) |




