Pôquer/Brazilian Series - ( - Atualizado )

Concentração é fator comum entre pôquer e outras modalidades

Lucas Besseler, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Principal evento de pôquer do país, o Brazilian Series of Pokerreuniu na noite desta quarta-feira mais de 1,5 mil praticantes da modalidade. Além disso, o torneio contou com o Desafio das Estrelas, mesa composta apenas por atletas e celebridades fãs do jogo de cartas. Para todos eles, a característica em comum entre o pôquer e outros esportes é a concentração necessária para a sua prática.

Para o técnico e ex-jogador de vôlei Giovanni, praticante do pôquer há dois anos, o esporte o ajudou a tomar decisões importantes sobre pressão em um espaço de tempo menor, influenciando em sua carreira de treinador.

“Tem muitas situações interessantes em que você vê que a sorte pode te ajudar, mas não é determinante para que você tenha um bom desempenho. Você tem que entender algumas situações, a mesa em que você está jogando, a reação das pessoas, o que também acontece dentro das quadras. Fiquei mais aguçado na hora de tomar algumas decisões”, analisa.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Rodrigão e Xuxa disputam Desafio das Estrelas no BSOP: atletas eram os mais concentrados da mesa
Seguindo a mesma linha de raciocínio, o ex-nadador Fernando Scherer, o Xuxa, reafirma o poder do pôquer mexer com as reações emocionais e a concentração de seus praticantes. Além disso, Xuxa ressalta o fato da modalidade poder ser decidida em lances de sorte, o que julga não acontecer na natação.

“O pôquer acaba envolvendo a parte emocional, tranquilidade, saber lidar com a emoção, com aposta, com decisões. Isso é importante para um atleta. Mas na natação é muito difícil o melhor nadador, em 100% de suas condições, perder por um detalhe de sorte, uma carta virada. No pôquer, o melhor pode ser derrotado por outro jogador do mesmo nível ou um pouco abaixo que se der bem na última carta”, compara.

Companheiros de Seleção Brasileira durante nove anos, Murilo e Rodrigão acreditam que o vôlei e o pôquer sejam comparáveis. Para os dois, as características de um jogador de vôlei podem ser utilizadas em partidas de pôquer, e vice-versa.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Técnico e jogador do SESI-SP, Giovanni e Murilo praticamente não falaram enquanto estiveram na mesa do Desafio
“O vôlei ajuda no pôquer na tomada de decisões, na agressividade, na pressão, assim como a concentração do pôquer é importante no vôlei. Uma coisa ajuda outra”, analisa Murilo. “O pôquer é muito parecido no vôlei no sentido de a cada ação do adversário você ter uma informação nova. Então você tem que guardar essas informações para ter um bloqueio a mais, um saque na linha”, compara Rodrigão.

Já o piloto Thiago Camilo usa o pôquer como medidor de sua concentração, qualidade que julga essencial para guiar o seu carro na Stock Car. “Para mim o pôquer é como uma terapia. Não é fácil controlar a mente, se manter focado e concentrado por tanto tempo. É uma maneira de autoavaliação, já que preciso me manter focado 100% do tempo dentro do carro”, relata.

Apesar disso, todos os atletas ressaltam que jogam pôquer puramente por hobbie, garantindo que não praticam o esporte apenas para aprimorar sentidos como a concentração.

Maurren Maggi, por exemplo, vai na contramão dos companheiros de mesa e não julga a modalidade importante para a disputa do salto em distância. “Para mim talvez ajude apenas no caso de eu estar em concentração e não ter o que fazer. Acabo descontraindo jogando pela internet”, diz.

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