O rebaixamento para a segunda divisão do Brasileiro não arranhou a imagem de Luiz Felipe Scolari perante a torcida do Palmeiras. Ao menos os jovens torcedores alviverdes não se importaram com a fraca campanha no Nacional deste ano e promoveram uma verdadeira festa para o treinador em sua subida ao gramado do Pacaembu. Escalado para comandar a Seleção Brasileira de 2002 no jogo de despedida do ex-goleiro Marcos, o comandante retribuiu ao carinho dos pequenos e acenou para os tímidos gritos de incentivo das arquibancadas.
O mesmo apoio visto dentro de campo não pôde ser presenciado durante o anúncio da Seleção. A aparição de seu nome no placar do Pacaembu foi ignorada pelos torcedores e acabou ofuscada pelas pesadas vaias aos ex-corintianos Edílson e Ronaldo. Os protestos direcionados ao treinador ao longo de sua segunda passagem pelo clube também foram esquecidos pela principal organizada do time e apenas aplausos marcaram a subida da equipe puxada pelo aposentado Cafu ao gramado.
Responsável por guiar o Palmeiras em seu bicampeonato da Copa do Brasil, o técnico não conseguiu repetir a mesma campanha no Brasileirão e sofreu com as seguidas lesões e suspensões de seu elenco. Além das baixas no grupo de jogadores, o treinador precisou conviver com conflitos internos no vestiário e definiu a sua saída em 13 de setembro, depois de uma derrota por 3 a 1 para o Vasco, em São Januário.
Já na homenagem ao ex-goleiro Marcos, o técnico estará à frente dos jogadores que levaram o País ao pentacampeotano mundial na Copa do Mundo de 2002. O seu adversário na partida amistosa será justamente o Palmeiras campeão da Libertadores de 1999. O título foi a sua principal conquista com o Verdão e serviu para eternizar de vez o seu nome no rol dos principais treinadores que já passaram pelo Palestra Itália.
*Especial para GE.net
