O jogo de despedida de Marcos, na última terça-feira, fez Edmundo repensar na sua carreira. Embora o ex-goleiro tenha sido o maior astro da noite, os mais de 36 mil palmeirenses no Pacaembu também vibraram e cantaram pelo ex-atacante, que afirmou: o amigo que passou a ser chamado de Santo pela torcida acertou ao nunca ter trocado de clube.
“Ele fez a escolha mais correta que um ser humano pode ter na vida: jogar uma vida inteira só com a camisa do Palmeiras. A torcida é fantástica, o clube é maravilhoso”, enalteceu o Animal, que encerrou sua primeira passagem pela equipe em 1995 para atuar no Flamengo e retornar no fim de 2005, já demonstrando arrependimento por sua saída dez anos antes.
“Às vezes cresce o olho, você pensa em ganhar um pouco mais, enfim, mas não vale a pena, não vale a pena. O que vale a pena é sentir dentro do coração e do peito essa alegria e histeria do torcedor palmeirense”, comentou o ex-atacante, um dos últimos a deixar o campo no empate entre Verdão de 1999 e Seleção Brasileira de 2002. Tudo para atender quantos fãs pudesse.
A mais recente prova de sua idolatria por parte dos palmeirenses fez Edmundo se emocionar logo após ser um dos jogadores que levaram a partida mais a sério – após levantar a torcida ao fazer falta dura em Edílson, sofreu o pênalti que Marcos converteu e construiu a jogada do gol de Paulo Nunes nos 2 a 2 com o Brasil de 2002. 
“Às vezes não temos noção do que passamos para as pessoas e da felicidade e alegria que transmitimos. Às vezes você está tão envolvido, está vivendo tanta pressão que esquece do sentimento do coração, mas quando tem a oportunidade vê toda a nossa história passar na sua frente”, relatou.
O Animal, que sempre diz ter adotado o Verdão em seu coração, se emociona ao falar do clube. “Quando venho para São Paulo, desço no aeroporto, pego o táxi ou vou a um restaurante, é extraordinário o carinho do torcedor. Sinceramente, eu não tinha a menor noção do que era ser ídolo ou jogar com uma camisa tão gloriosa quanto a do Palmeiras.”
*especial para a GE.net
