Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

‘Fama’ de caro desagrada estafe de Riquelme e pode atrapalhar Verdão

Bruno Ceccon e William Correia São Paulo (SP)

O Palmeiras ainda sonha com a possibilidade de contar com o meia Juan Román Riquelme na próxima temporada e chegou a mandar emissários para negociar um acordo. No entanto, o estafe do argentino está insatisfeito com a série de boatos sobre o alto custo de uma eventual transferência.

“Houve apenas uma reunião em que o pessoal do Palmeiras manifestou a vontade de contratar o Román, mas não se chegou a falar de dinheiro. Disseram somente que tinham a intenção de contratá-lo. Nada além disso”, declarou Cristian Riquelme, irmão do meia, em entrevista à Gazeta Esportiva.net.

Roberto Frizzo, vice-presidente, e César Sampaio, gerente de futebol, foram designados pelo presidente Arnaldo Tirone para tratar da contratação de Riquelme. A chegada do meia seria providencial para o mandatário, marcado pela queda à Série B do Campeonato Brasileiro e ainda com esperanças de reeleição.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
O meia argentino Juan Román Riquelme participou da última edição do Troféu Mesa Redonda, da TV Gazeta
Carrasco do Palmeiras nas edições de 2000 e 2001 da Copa Libertadores, Riquelme vestiu a camisa do Boca Juniors pela última vez na final do torneio continental, diante do Corinthians, em julho. Desde então, ele tomou a decisão de se afastar e foi sondado por clubes como Grêmio, Flamengo e Cruzeiro.

TIRONE ESTÁ NA MIRA DO CONSELHO

A dificuldade do Palmeiras em trazer reforços não se explica só com a confusão entre os dirigentes. O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube vai vigiar e controlar os gastos do presidente até as eleições marcadas para o dia 21.

Embora tenha iniciado sua gestão em janeiro de 2011 prometendo diminuir a dívida do Verdão, Arnaldo Tirone deixou os cofres tão vazios que propiciou a intervenção do COF, anunciada em reunião realizada na semana passada.

Diante das dificuldades financeiras, o mandatário admitiu que não deve contratar mais ninguém neste ano – só chegaram até agora o goleiro Fernando Prass e o lateral direito Ayrton. A falta de reforços tem irritado o técnico Gilson Kleina.

Na medida em que o contrato do meia com o Boca está suspenso, o Palmeiras gastaria apenas com a remuneração ao atleta, mas seu estafe está insatisfeito. “Soube que a diretoria do clube disse que o Riquelme é muito caro e isso me deixou surpreso, porque na verdade não houve qualquer oferta deles nesse sentido”, afirmou Cristian.

A GE.net tentou contato telefônico com Arnaldo Tirone e César Sampaio, sem sucesso. Roberto Frizzo atendeu à ligação, mas se recusou a comentar o assunto. Recentemente, a situação do centroavante Barcos, mais um argentino, provocou confusão entre a cúpula diretiva, que anunciou sua renovação até 2016 aos conselheiros de forma equivocada.

Apontado como um dos motivos que levaram Riquelme a se afastar do Boca Juniors, o técnico Júlio Falcioni foi substituído por Carlos Biachi. Campeão mundial e bi da Libertadores sob o comando do treinador, o meia deve conversar sobre seu possível retorno ao clube.

“Os dois têm uma relação muito boa e se reunirão no momento adequado para tratar do assunto. É preciso ver as intenções do clube e se o Román tem vontade de jogar no Boca, porque ele está muito tranquilo em sua casa. Todos têm que pensar bem”, ponderou Cristian.

Leia Mais:
Admirador do Brasileirão, Riquelme tem filho vidrado em Neymar (07/12/2012)

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade