Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Kleina avisa: interferência do COF em contratações pode atrasar time

São Paulo (SP)

O Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras avisou que impedirá qualquer empréstimo bancário ou adiantamento de receitas até as eleições presidenciais, em 21 de janeiro, além de vetar contratações que considerar onerosas. Com isso, Gilson Kleina deve terminar o mês com 20 atletas dispensados e só dois reforços, o que aumenta sua preocupação.

“Dezembro é um mês aquecido, as equipes brasileiras saem para contratar. Não sei se vamos ficar atrás. Esse atraso pode ser preocupante”, disse o técnico à rádio Estadão/ESPN. “Não vi um time com a dimensão do Palmeiras fazer compras em janeiro, o mercado fica muito restrito. Grandes jogadores, infelizmente, já estão começando a se apresentar em outros clubes.”

A medida do COF é uma ação diante dos altos gastos da gestão de Arnaldo Tirone, iniciada em janeiro de 2011 com a promessa de diminuir a dívida do clube. Por isso, o presidente teria vetado o nome de Lúcio, zagueiro recém-apresentado pelo São Paulo. Diante do cenário, a torcida criou no Twitter a campanha “SEPQueremosJogadores”, e exatamente neles que Kleina pensa ao pedir reforços.

“Temos que ser transparentes. Passaram para mim que houve uma circular informando que não se contrata mais. E isso está se provando: só trouxemos o Fernando Prass na minha gestão e o Ayrton foi acertado na anterior”, falou o treinador, ciente de que as reuniões feitas com o gerente de futebol César Sampaio até domingo podem ter sido em vão.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Técnico já muda planejamento com falta de reforços e ressalta dificuldade com pré-temporada curta e elenco enxuto
“Não queremos entrar no meio politico. Entendemos e respeitamos. Mas é bom frisar que em dezembro jogadores que não vão participar do segundo turno dos campeonatos europeus e destaques da Série A poderiam vir. Com o entrave politico, tudo foge da nossa alçada e planejamento”, afirmou o técnico, já obrigado a mudar o que queria para começar a próxima temporada.

“Vou refazer meu planejamento. Na zaga, estou só com o Luiz Gustavo (de 18 anos), o Henrique, que teve uma fissura no peitoral e não sei como vai se encontrar, e o Mauricio, que estava jogando no sacrifício. Tínhamos tudo certo com o Torres, mas o presidente do Millonarios refez seu planejamento e ele vai ficar. E isso é o exemplo de só um setor”, relatou.

“Para a renovação que queremos, na transição e com a saída de vários, precisamos preencher o elenco. E não somente por contratar. Queremos uma correção, uma qualificação. Para isso, são necessárias contratações pontuais, brigar com outras agremiações e tudo que faz parte dos bastidores”, prosseguiu Kleina.

No momento, estão paralisadas negociações que pareciam adiantadas, como a do volante Rodrigo Souto, que viria de graça após sair do Jubilo Iwata, do Japão. Não há ação nem para definir a renovação de Marcos Assunção, volante que já avisou: só adiará sua aposentadoria para jogar no Verdão. E será necessária mais agilidade para fazer Riquelme aceitar a oferta feita pelo clube em vez de voltar ao Boca Juniors como pede o técnico e amigo Carlos Bianchi.

A Kleina, que lembra da dificuldade para trabalhar com um elenco reduzido e um período curto de pré-temporada (17 dias), resta ter esperança nas eleições marcadas para 21 de janeiro, um dia após a estreia no Paulista, no Pacaembu, contra o Bragantino. “Tenho certeza de que o próximo presidente do Palmeiras está com uma estratégia pata governar com grandes ideias. É duro falar para o torcedor do Palmeiras ter paciência, sei o que eles passaram, mas vai ter que ser dessa forma”, conformou-se.

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