Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Marcos conta ter perdido o prazer de jogar com a reforma no Palestra

William Correia São Paulo (SP)

Marcos anunciou sua aposentadoria em janeiro principalmente por conta das dores no joelho esquerdo. Mas sua vontade de jogar já vinha diminuindo. Desde julho de 2010, quando o Palestra Itália passou a ficar fechado para reformas, o Palmeiras precisou se alternar jogando no Pacaembu, no Canindé, em Barueri e até no interior. Uma vida cigana que desmotivou um dos maiores ídolos da história do clube.

“Perdi o prazer de jogar quando perdemos o Palestra. Nossa, eu adorava jogar lá... Eu me sentia em casa”, contou o ex-goleiro, com olhar nostálgico. “Eu sentia falta de sair daquela escada com a torcida toda te apoiando, gritando pelo time. Deu muita coisa errado lá, mas foi tudo bem na maioria.”

Funcionário do marketing do Verdão, Marcos faz questão de ressaltar os benefícios da reforma que está mudando a cara do estádio, criando um anel de arquibancadas acima do antigo, por exemplo – a obra custará cerca de R$ 400 milhões à construtora WTORRE.

“Claro que a Arena vai ficar bem melhor, mas ficamos meio perdidos sem casa. Não era como jogar no Palestra. Vou sentir falta”, falou o ex-jogador, sincero. “Espero rever todos na Arena, mas o Palestra me faz falta”, reforçou.

Fernando Dantas/Gazeta Press
No fim da carreira, Marcos teve o Pacaembu, o Canindé, a Arena Barueri e até estádios do interior como casa
Marcos esteve em campo no último jogo oficial do antigo Palestra Itália, na vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio em 22 de maio de 2010, pelo Brasileiro daquele ano. Mas, por lesão, ficou fora do amistoso antes de o estádio fechar, na derrota por 2 a 0 para o Boca Juniors em 9 de julho de 2010. Mesmo assim, foi homenageado na ocasião com uma placar por ser o atleta que mais atuou no local (211 partidas).

Havia na época a expectativa de que o ídolo pudesse estar em campo na reinauguração do estádio, que deve ocorrer no fim de 2013. Mas Marcos – que se prepara para a sua partida de despedida nesta terça-feira, no Pacaembu, entre campeões da Libertadores de 1999 e da Copa do Mundo de 2002 – nem cogita cancelar sua aposentadoria.

“Não tem chance nenhuma”, respondeu o ex-goleiro, que tem saído exausto dos treinos diários de mais de uma hora na Academia de Futebol. “Não tenho nenhuma saudade de treinar. E sem treinar, você não joga bem. Então, eu não teria nada a acrescentar, só a atrapalhar”, completou.

Os fortes treinos a que tem se submetido só para seu jogo de adeus devem ser os últimos de sua vida. “O jogo para o goleiro é até mais fácil, porque vem pouca bola. E mesmo quando vem muita não é tanta como no treino. E antes de parar eu estava em uma fase que reclamava por treinar no sol, na chuva, com tempo nublado... Aí me falavam: ‘vai treinar no ginásio então!’”, relatou, rindo.

Nem a volta no Palestra Itália fará Marcos tentar lidar mais uma vez com seus problemas físicos. “Parei no momento certo, quando tinha muita dificuldade, com dor no joelho. Quando você para assim, sente menos falta. Pior é para quem para no auge da forma física, mas fica sem time para jogar, aí sofre mais. Como parei porque não dava mais, não vou sentir tanta falta”, apontou.

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