Os torcedores que forem ao Pacaembu nesta terça-feira para ver o encontro entre o Palmeiras de 1999 e a Seleção Brasileira de 2002 podem até esperar um gol de Marcos. Mas o ex-goleiro avisa: não será de pênalti que ele balançará as redes em sua despedida. O astro do jogo só cogita a possibilidade de vencer Dida, arqueiro adversário, arriscando-se com bola rolando.
“Se eu tiver a oportunidade de correr para a área e tentar o cabeceio, será mais tranquilo. Até porque sou mais marcado por fazer essas loucuras de ir para a área do que batendo pênalti”, falou o ex-goleiro, que diversas vezes tentou evitar derrotas e eliminações do Verdão indo ao ataque em cobranças de escanteio e faltas laterais – chegou a se envolver em polêmica por ter desobedecido Vanderlei Luxemburgo com a atitude, em 2008.
Os pênaltis, caso ocorram, ficarão com um velho e eficiente conhecido dos palmeirenses. “Como o Evair estará no jogo, e quando comecei jogando aqui ele era o cobrador oficial de pênaltis, vou deixá-lo bater porque a chance de o gol sair será bem maior. É uma grande responsabilidade. É tão fácil que acho que é por isso que o pessoal erra”, sorriu. Marcos já chegou a fazer dois gols na carreira. Em 2005, em amistoso envolvendo o Palmeiras daquele ano e o time bicampeão brasileira e paulista em 1993 e 1994, terminou o jogo como atacante e completou cruzamento de cabeça nas redes. No Paulista de 2001, foi obrigado a bater pênalti em decisão contra a Inter de Limeira e converteu.
Mas sua especialidade em relação a pênaltis foi defender, e ele sabe bem disso. Em um de seus últimos treinos para o jogo desta terça-feira, desafiou jornalistas presentes a fazer cobranças contra eles e só foi superado em cinco das cerca de 30 batidas que encarou.
