Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Palmeiras poderia ter me reintegrado e não ser rebaixado, diz Wendel

William Correia São Paulo (SP)

Enquanto defendia Barueri e Ponte Preta por empréstimo, Wendel acompanhava de longe a dificuldade do Palmeiras em lidar com desfalques, como consequência das escolhas de Luiz Felipe Scolari, que abriu mão do volante que segue vinculado ao Verdão. Com volta praticamente selada, o jogador acredita que poderia ter ajudado se tivesse ficado.

“O Palmeiras poderia ter me reintegrado e formado dois times competitivos. Assim, não perderia tantos pontos no Brasileiro e conseguiria vencer a Copa do Brasil, como conseguiu”, opinou Wendel, que se irritou principalmente ao ver o banco do time incompleto em duelo contra o Botafogo pela Copa Sul-americana.

“Todos viram que faltaram jogadores. Na Sul-americana, o Palmeiras chegou a não ter o banco completo. Com as lesões, faltaram também jogadores com experiência e qualidade”, analisou o volante, ciente de que Gilson Kleina nada pôde fazer para aumentar o elenco quando chegou, já com o segundo turno em curso.

Para a posição de Wendel, Felipão preferiu contar com nomes como João Vitor, que chegou a pedir para não ser mais relacionado no final do ano e acabou dispensado, Chico, repassado no início do ano ao Coritiba, Correa, contratado em agosto e já desligado do elenco, e chegou a reintegrar Tinga na reta final do Brasileiro – o volante também está livre para negociar com outra equipe.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Mesmo com Wendel vinculado, Felipão preferiu nomes como Chico, João Vitor, Correa e Tinga, todos já fora do clube
Sem saber usar o que tinha à disposição, o time sofreu. “O Palmeiras deu prioridade à Copa do Brasil e perdeu muitos pontos que fizeram falta, isso foi fundamental. É importante ter um bom início no Brasileiro. Se não tiver total atenção e pegar uma sequência de dez partidas lá embaixo, é difícil se recuperar no final”, afirmou Wendel.

Para 2013, mesmo com a disputa da Série B, o volante espera que o clube tenha aprendido a lição, até porque já foi declarada a prioridade à Libertadores. “O Palmeiras precisa ter dois times no ano que vem, e dois times fortes. O futebol hoje em dia tem muita força física, muita exigência na musculatura, além dos cartões. Não dá para jogar todos os jogos.”

A seu favor, Wendel lembra que pode ser volante ou lateral direito. “São duas posições que gosto muito. Eu me considero um volante, mas a lateral é uma opção para a qual me coloco à disposição a qualquer hora, já joguei até na lateral esquerda no Palmeiras. Sou um volante que joga na lateral normalmente”, assegurou.

“Já estou familiarizado nessa função de curinga, e isso sempre me ajudou. Para alguns jogadores, isso pode atrapalhar porque ele acaba não se desenvolvendo bem e perde espaço, mas jogo bem tanto na lateral quanto como volante. E estou marcado como polivalente, sinal de que sou um profissional que está fazendo bem o que o treinador quer”, prosseguiu.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade