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Para César Maluco, Barcos deve jogar Série B para agradecer Verdão

Edoardo Ghirotto* e William Correia São Paulo (SP)

Um dos melhores centroavantes da história do Palmeiras se recusa a fazer apelo pela permanência de Barcos. Cabeludo como o argentino, César Maluco, autor de 167 gols pelo clube entre 1967 e 1974, afirma que o atual camisa 9 da equipe deve aceitar a segunda divisão do Brasileiro em 2013 como agradecimento ao Verdão.

“Ele deve agradecer ao Palmeiras. O Palmeiras o tirou de um time razoável para um time grande, ele tem que abraçar isso aí”, disse o ex-atacante, cabeludo como o argentino, à Gazeta Esportiva.net. “O Palmeiras levou o Barcos à seleção argentina e o levou a ter esse nome que ele tem hoje.”

Barcos publicou vídeo em redes sociais no fim de novembro, pouco depois do rebaixamento, avisando que ficaria na equipe “por amor”, mesmo tendo o sonho de jogar a Copa do Mundo, e só sairia no caso de uma oferta irrecusável para o Palmeiras. César Maluco acreditou nas palavras. “O Barcos é um grande jogador e um grande profissional. Acho que não vai sair do Palmeiras”, apostou.

Montagem sobre fotos de Gazeta Press
César Maluco lembra que Barcos só chegou à seleção argentina pela visibilidade da camisa do Palmeiras
O ex-centroavante não é o primeiro a se manifestar pela permanência do artilheiro do Verdão em 2012 com 28 gols – um a mais do que prometeu ao se apresentar em janeiro. O ex-goleiro Marcos já teve uma conversa com o argentino lembrando que, em 2003, recusou oferta do Arsenal para jogar a Série B e se fixou como ídolo do clube, como ocorrerá com Barcos caso ele fique.

Atualmente, a diretoria, que pagou em janeiro cerca de R$ 7 milhões pelo centroavante à LDU, do Equador, negocia um aumento para convencer o artilheiro, além de uma renovação de contrato – seu vínculo atual se encerra em 2015. Dificilmente o atacante sairá antes de o time concluir sua campanha na Libertadores.

Mesmo que mantenha Barcos, a diretoria não será poupada por César Maluco. Bicampeão brasileiro (1972 e 1973), do Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969) e paulista (1972 e 1974) pelo clube, além da Taça Brasil de 1967, o ex-centroavante culpa os dirigentes pelo rebaixamento. “Quem fica ou sai no elenco, é com a diretoria. Só esperamos que eles não continuem. Só isso”, solicitou.

*especial para a GE.net

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