Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Técnico acha agressivo dizer que Palmeiras montou lista de dispensa

São Paulo (SP)

Até agora, 20 jogadores que fizeram parte do elenco que rebaixou o Palmeiras no Campeonato Brasileiro já foram informados que não ficarão no clube na próxima temporada. Mas a divulgação dos nomes como uma lista de dispensa irrita Gilson Kleina. Para o técnico, o termo é agressivo demais para a situação.

“A informação que sai do Palmeiras é com um grau muito maior do que nos outros clubes. Não sei a razão, mas é sempre mais agressiva”, reclamou o treinador ao Sportv. “Lista de dispensa não fez parte da minha mesa”, insistiu, citando os motivos de cada um dos que estão livres para negociar com outras equipes.

Os laterais Leandro e Artur, os zagueiros Román e Thiago Heleno, os volantes Correa e João Vitor, o meia Daniel Carvalho e os atacantes Betinho e Obina ficam sem contrato com o Verdão em dezembro e os vínculos não foram renovados. Os outros 11 que não ficam no clube não serão usados, mesmo se ainda estiverem com contrato vigente: os goleiros Pregorari e Carlos, os laterais Fabinho Capixaba, Luis Felipe e Gerley, os zagueiros Leandro Amaro e Wellington, o volante Tinga, o meia Patrik e os atacantes Daniel Lovinho e Tadeu.

“A lista está bem desmembrada, com jogadores que estão acabando contrato, outros voltando para seus clubes de origem e atletas que precisam oxigenar e jogar em outra agremiação, já que não têm jogado mesmo fazendo parte do grupo do Palmeiras”, argumentou Kleina.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Gilson Kleina quer evitar aumentar a culpa dos 20 jogadores que saem do clube pelo rebaixamento no Brasileiro
A preocupação do técnico é evitar responsabilizar quem está na lista pela queda à segunda divisão nacional. “Não temos que achar que esses são culpados pela situação que aconteceu conosco. O sucesso é um somatório de forças positivas, assim como o insucesso é um somatório de forças negativas. Foi o que aconteceu muito nos jogos em que trabalhei.”

Em relação à “agressividade” que reclama, o treinador relata seu esforço para evitar as influências da turbulenta vida política no Palmeiras, ampliada não só pelo recente rebaixamento, mas principalmente pelas eleições presidenciais em janeiro. “Não entro no lado politico. Porém, isso interfere no meu desempenho nas reuniões que tenho participado”, admitiu Kleina.

“Não vou mudar a politica do Palmeiras. O que precisamos fazer é com que as divergências não atrapalhem o crescimento do Palmeiras. Não pode alguém da oposição trabalhar contra a chegada de grandes nomes ou atrapalhar para deixar o clube em uma condição ruim”, prosseguiu.

Deixando à parte os problemas políticos, Kleina trabalha mesmo sem saber se será respeitado seu contrato, com duração até dezembro de 2013. “Sou treinador do Palmeiras pelo meu contrato. Se tiver que mudar, entendo e respeito, mas o que não posso é ficar inerte. Tenho que iniciar um projeto equilibrado, com pés no chão e transparência. E a minha vontade, lógico, é continuar e vencer como nunca no Palmeiras.”

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