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Tonhão cobra postura de líder para Maurício Ramos ficar no Palmeiras

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Após amargar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2002, a torcida do Palmeiras elegeu o zagueiro Alexandre como principal responsável por sua tragédia. Dez anos depois, o Verdão voltou a enfrentar o descenso no Nacional e teve o defensor Maurício Ramos apontado como o grande culpado. Mesmo sem se deixar influenciar pelas críticas das arquibancadas, o ídolo Tonhão cobrou personalidade para o atual camisa 15 seguir nos planos do Verdão em 2013.

Principal zagueiro do plantel palmeirense nesta temporada, Maurício Ramos só perdeu a titularidade quando estava suspenso ou lesionado. As atuações em campo, porém, não justificaram a preferência de Felipão e Gilson Kleina por seu futebol. As constantes falhas no segundo turno do Brasileiro e os erros crassos em jogos decisivos contra Coritiba, Botafogo e Fluminense tiraram do jogador a confiança que antes era depositada pelo torcedor.

“O Maurício Ramos só fica no Palmeiras se ele voltar a ser o zagueiro que era antigamente. Ele precisa ser aquele cara que foi procurado para ficar e renovar contrato. Não pode voltar sem assumir o seu papel ou querendo pouco”, bradou o insatisfeito Tonhão. Reconhecido por sua entrega em campo, o ex-jogador ainda pediu para o defensor de 27 anos assumir o posto de líder da equipe, vago desde a aposentadoria do goleiro Marcos, em janeiro deste ano.

“Está faltando um líder e o Maurício Ramos conhece o Palmeiras. Ele é igual ao Marcos Assunção. É um jogador que precisa falar e cobrar como o Rogério Ceni, que é um dos últimos atletas deste tipo no nosso futebol. Ele também poderia se espelhar no Réver, do Atlético-MG. Temos inúmeros jogadores que o Palmeiras precisa usar de exemplo para se reerguer”, acrescentou.

Montagem sobre fotos Gazeta Press
O ex-jogador e ídolo Tonhão espera que Maurício Ramos volte a ser o zagueiro contratado do Coritiba em 2009
Bicampeão do Campeonato Paulista e do Brasileiro de 1993 e 1994, Tonhão também aproveitou para fazer uma breve análise sobre os atletas que acompanharam Maurício Ramos neste ano. Utilizados ao longo da temporada, Thiago Heleno, Leandro Amaro, Román e até o jovem Wellington não receberão uma segunda chance e foram afastados dos planos do técnico Gilson Kleina.

Na visão do ídolo palmeirense, os defensores dispensados pecavam por não terem as qualidades essenciais para um atleta da posição. “A zaga só merecia continuar se jogasse da mesma forma que enfrentou Grêmio e Coritiba na Copa do Brasil. Eles chegavam forte, mas não tinham bom passe. Não dá para ensinar esse tipo de coisa a jogadores grandes. Faltou cobrança em cima deles e agora o Palmeiras precisa investir na contratação de grandes zagueiros”, finalizou.

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