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Fundado em 2 de fevereiro de 1914 com o firme propósito de “superar o Grupo do Remo”, o Paysandu Sport Club começou suas atividades no futebol como o desmembramento de uma equipe chamada “Norte Club”, tradicional na cidade de Belém. Ao perderem a chance de serem campeões paraenses daquele ano, os jogadores liderados por Hugo Manoel de Abreu Leão se revoltaram contra a Liga Estadual de Foot-Ball (atual Federação Paraense) e decidiram criar outra agremiação esportiva, que pudesse ser mais forte do que a anterior. Após artigo publicado no jornal, nasceu o Papão, cujo nome teve inspiração na “Tomada de Paysandu”, um episódio bélico bem sucedido brasileiro em uma cidade do Uruguai. Com maioria remanescente do “Norte Club”, 42 desportistas se reuniram na data de fundação do clube, definindo nome, uniforme e outros detalhes. A primeira partida ocorreu em 14 de junho, justamente contra o rival Remo, que venceu por 2 a 1.

O primeiro título estadual foi conquistado apenas em 1920, mas prenunciou séries de conquistas inigualáveis, como os tetracampeonatos paraenses entre 20 e 23 e 42 e 45, além de outros tricampeonatos. Mesmo fundado dez anos após o Remo, o Paysandu possui mais títulos que o rival, inclusive o bi da Série B, em 1991 e 2001 e a conquista mais importante de sua história, a Copa dos Campeões de 2002. Sob o comando do técnico Givanildo Oliveira, o Papão venceu a Copa Norte e disputou a extinta competição que envolvia os melhores clubes de cada região. Depois de bater o Palmeiras na semifinal, o time do capitão Gino fez o que parecia impossível na decisão e, mesmo perdendo por 2 a 1 para o Cruzeiro no Mangueirão, venceu por 4 a 3 na outra sede, que era Fortaleza, sagrando-se campeão nos pênaltis. Três dos quatro gols da decisão foram marcados por Vandick, que se tornaria presidente do clube no biênio 2013-2014.

O título da Copa dos Campeões credenciou o Paysandu à disputa da Copa Libertadores de 2003, primeira competição internacional que um time da região Norte pôde disputar. Depois de passar de forma invicta na primeira fase, incluindo goleada por 6 a 2 sobre o tradicional Cerro Porteño, o Papão teria que enfrentar o Boca Junior em La Bombonera palco que, até ali, apenas o Santos de Pelé havia conseguido vencer o clube argentino, pelas oitavas de final. Com gol de Iarley, o time dançou o tango na vitória por 1 a 0, mas acabou sendo eliminado em casa. Mesmo assim, a torcida aplaudiu o dedicado time que “topa qualquer parada”, como diz seu hino oficial, e voltou à Série B do Campeonato Brasileiro em 2012.

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