Futebol/Mundial de Clubes - ( )

Vampeta reclama de arroz com ovo a US$ 300, mas se emociona com Fiel

Helder Júnior e William Correia São Paulo (SP)

Até mesmo Vampeta, que conhece bem a Fiel e foi campeão do mundo no Maracanã com cerca de 20 mil corintianos gritando “Todo-poderoso Timão”, ficou impressionado com a presença alvinegra no Mundial de Clubes. Ele foi ao Japão acompanhar a competição e se emocionou.

“Ir ao Rio de Janeiro não é a mesma sensação de atravessar o mundo todo e ter que gastar 10, 15 vezes mais para pagar passagem e hospedagem. Ainda mais saindo daqui com 15 mil corintianos no aeroporto”, afirmou o ex-jogador.

“Eu estava lá e vi mais de 40 mil corintianos. E não era gente só do Brasil. Eu estava em um hotel com brasileiros corintianos que moravam na Austrália e em Nova York e foram ver o Corinthians. São coisas que marcam, é uma emoção grande”, acrescentou.

Vampeta já tinha ido ao Japão para um título mundial. Como jogador da Seleção Brasileira, conquistou a Copa do Mundo de 2002 e deu cambalhota na volta, mas experimentou uma sensação distinta no retorno ao Estádio Internacional de Yokohama.

“Ir para o outro lado do mundo, para Tóquio, para Toyota, e ver o Corinthians sendo bicampeão do mundo é uma coisa diferente, que emociona mesmo. Fui campeão com a Seleção, que é do País todo. Mas, com o Corinthians, encontrar 40 mil no estádio do outro lado do mundo, foi muito marcante”, repetiu.

Quase tão marcante foi a experiência do Velho Vamp no hotel em que ficou hospedado. Depois de fazer escala em Doha e encarar uma maratona para chegar a Tóquio, o ex-jogador não trocou imediatamente os dólares por ienes, algo que resultou em um caríssimo prato feito.

“Eu estava em um hotel todo chique e fui pedir um arroz com ovo. Foram 300 dólares, quase 700 reais. Gastei o equivalente a 700 quilos de alcatra por um prato de ovo com arroz”, sorriu Vampeta, que tinha se habituado a viajar com delegações esportivas, com responsáveis por documentação e burocracias como troca de moeda.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O ex-jogador Vampeta participa de partida beneficente e exibe uma forma física cultivada a muito arroz com ovo
Lembranças de 2000
Ao comentar a conquista do Corinthians no Japão, Vampeta recordou o primeiro Mundial do Timão, em 2000. Ele preferiu não fazer comparações entre os dois títulos e preferiu comemorar um momento importante na história do clube do Parque São Jorge.

“Os dois times têm história. Ninguém vai apagar a qualidade dos jogadores, os títulos, o mérito. O momento é dos caras, nós tivemos o nosso. Nós, como corintianos, temos que ficar felizes como bicampeões mundiais”, comentou o ex-volante.

Ele respondeu ao tradicional questionamento sobre o motivo da participação do Alvinegro no Mundial do Rio, “o primeiro que a Fifa fez”. E lembrou que a equipe disputou a competição na mesma condição do Sanfrecce Hiroshima neste ano.

“Éramos o representante do país-sede, éramos campeões brasileiros. E o Mundial continua assim. O Kashima não foi campeão da Ásia, foi campeão japonês”, concluiu Vampeta, confundindo o nome do representante local.

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