Único remanescente da conquista do Campeonato Brasileiro de 2008, Rogério Ceni pode, enfim, comemorar mais um título, este inédito com a camisa do São Paulo. Ao faturar a Copa Sul-americana com vitória por 2 a 0 sobre o Tigre-ARG, o goleiro iguala uma marca que pertencia a Raí, que brilhou no clube no início dos anos 1990: levantar sete taças como capitão tricolor.
Depois de chorar com a eliminação são-paulina na Libertadores de 2010 para o Internacional, Rogério passou a lamentar a falta de reação de seus companheiros para tentar buscar mais títulos em seus últimos anos de carreira. No início desta temporada, o veterano sofreu com uma lesão no ombro, foi tomando gosto pela postura da equipe reorganizada por Ney Franco e passou a acreditar em nova conquista.
De contrato renovado até o final do próximo ano, o camisa 01 exaltou a liderança exercida pelos volantes Wellington e Denílson e elegeu o garoto Lucas, já negociado com o Paris Saint-Germain, como responsável por 40% do futebol do time. Confiante, o jogador de 39 anos tranquilizou o ambiente do São Paulo após o tenso empate em La Bombonera e comemorou a atitude de seus companheiros dentro de campo para decidir a final apenas na bola.
Apesar da animação com seu 16º título no clube do Morumbi, Rogério Ceni lembra que a diretoria terá pouco tempo para encontrar um substituto para Lucas. Além disso, o Mito ressaltou a força e o entrosamento de possíveis rivais da Libertadores.
“O título traz confiança, mas temos que evoluir bastante, principalmente com a saída do Lucas. Precisamos remontar o time, pois estamos bem abaixo ainda de times como Fluminense e Corinthians, que estão jogando juntos há mais tempo. Precisamos evoluir bastante para chegar a um título como o da Libertadores”, alertou.
