Anderson Silva e Junior Cigano, dois dos principais lutadores brasileiros de MMA (artes marciais mistas), são atletas do Corinthians. Apesar de admirar o que ambos construíram no Ultimate Fighting Championship (UFC), um novato da organização teria resistência para aceitar um contrato de patrocínio semelhante. Daniel Sarafian, paulistano e são-paulino, não gosta do envolvimento do futebol com o seu esporte.
“São coisas diferentes. Não tenho nada contra o futebol, mas acho que ele atrapalha a expansão de outras modalidades no Brasil”, criticou Sarafian, que se prepara para fazer a sua primeira luta no UFC. Recuperado da lesão que o impediu de enfrentar Cezar Mutante na decisão do reality show The Ultimate Fighter (TUF), o lutador de 30 anos terá o norte-americano C. B. Dollaway como rival em 19 de janeiro, no ginásio do Ibirapuera.
Em janeiro, após o Mundial de Clubes de futebol, Daniel Sarafian espera contar com a torcida de são-paulinos, corintianos e de todos os demais brasileiros em seu combate contra C. B. Dollaway. O fato de lutar no Ibirapuera anima o estreante do UFC.
“Já lutei em São Paulo umas duas ou três vezes, inclusive neste ginásio. O local é algo indiferente para mim, mas ficar na cidade ajuda porque toda a minha logística está aqui. Tenho mais conforto para me preparar dessa forma. É um ponto a mais de felicidade”, sorriu Daniel Sarafian.
