Futebol/Copa Sul-americana - ( - Atualizado )

Tigre alega violência de seguranças para desistir da Sul-americana

Gabriel Carneiro e Tossiro Neto São Paulo (SP)

A decisão da Copa Sul-americana dava mostras de que seria polêmica desde que o ônibus do Tigre chegou ao estádio do Morumbi, cerca de duas horas antes de a bola rolar na partida contra o São Paulo, e foi alvejado por pedradas e outros objetos atirados por parte da torcida tricolor. Depois de um primeiro tempo com cinco cartões amarelos e reclamações dos dois lados, o time argentino desistiu de entrar em campo na etapa complementar e a partida foi suspensa, decretando o time brasileiro como campeão.

Trinta minutos após o tempo previsto para o retorno dos jogadores do Tigre ao gramado, o árbitro Enrique Osses decidiu interferir e prometeu esperar apenas mais cinco minutos, suspendendo a partida logo que o prazo expirou. Nicolas Leoz, presidente da entidade, foi o responsável por tomar a decisão final e oficializar o fim de jogo. Ainda existe a possibilidade de o Tribunal da Conmebol anular esta decisão em um segundo momento. Os jogadores do São Paulo faziam aquecimento no momento em que souberam da decisão e viram a empresa organizadora do evento armar o palco para a entrega da taça.

AFP
Árbitros da partida precisaram descer diversas vezes aos vestiários para tentar recomeçar a partida no Morumbi
Em entrevistas rápidas à imprensa latina, o técnico do Tigre, Néstor Gorosito, deu sua versão para a desistência de entrar em campo no segundo tempo: de acordo com o treinador, seguranças do São Paulo teriam sacado armas no túnel, perto da porta do vestiário da equipe argentina. O clube do Morumbi nega com veemência a afirmação, dizendo que seus profissionais não andam armados.

Toda a confusão que encerrou a partida precocemente ocorreu no fim do primeiro tempo, quando o meia-atacante Lucas, autor do primeiro gol do São Paulo, tirou um pedaço de algodão no nariz e mostrou ao lateral Orban, do Tigre, que havia desferido uma cotovelada no atleta são-paulino instantes antes. O primeiro a proteger Lucas foi Wellington, mas o verdadeiro entrevero ocorreu entre Díaz e Paulo Miranda, que foram expulsos no vestiário. Por meio de sua página oficial na internet, o Tigre se manifestou dizendo que a “Polícia local golpeou os jogadores” após o encerramento do primeiro tempo.

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