Futebol/Copa Sul-americana - ( - Atualizado )

Tumulto contra Tigre faz Ney Franco clamar por defesa a brasileiros

Gabriel Carneiro e Tossiro Neto São Paulo (SP)

A repercussão internacional da desistência do Tigre em voltar para o segundo tempo da partida final da Copa Sul-americana, nesta quarta-feira, fez com que o técnico Ney Franco iniciasse um apelo por segurança às delegações brasileiras em competições continentais. Ignorando a reclamação dos argentinos, o treinador do São Paulo fez questão de relembrar casos em que jogadores de times do País foram acuados longe de casa.

Na Argentina, em ocasião do primeiro jogo da final, o São Paulo não pôde fazer aquecimento no gramado da Bombonera. Já em São Paulo, os jogadores do Tigre forçaram a entrada no Morumbi para poderem fazer reconhecimento e atividades físicas no campo de jogo. A confusão criou mal estar com os seguranças do Tricolor, que teriam trocado agressões com os atletas no vestiário, após o intervalo da partida.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Os jogadores do São Paulo sofreram com a violência, mas venceram a Copa Sul-americana
“Desde quando me entendo como profissional do futebol não pode fazer aquecimento no gramado do Morumbi, sempre foi atrás do gramado. A Conmebol tem que tomar alguma atitude, de repente esse fato é o primeiro passo”, justificou Ney Franco, atacando o futebol argentino, uruguaio e paraguaio: “Se o brasileiro jogar futebol, a qualidade impera. Por isso temos que trabalhar o emocional. Eles foram desleais e nós não temos que dar de malandro, temos que jogar futebol”.

A Copa Sul-americana de 2012 é a segunda competição continental vencida por Ney Franco, que já havia faturado o Sul-americano Sub-20 pela Seleção Brasileira. Acostumado, o treinador relembra as adversidades encontradas: “Time brasileiro sempre sai escoltado. Para bater escanteio tem que ter um policial protegendo para não tomar porrada. Qualquer competição assim é difícil, porque os campos são acanhados e apanha-se muito, você chega e sai sem proteção”.

Emerson Leão vira exemplo para são-paulino – Substituto de Leão no comando do São Paulo, Ney Franco relembrou de uma confusão ocorrida com o ex-goleiro em 1997, quando o Atlético-MG foi à Argentina disputar uma partida contra o Lanús, pela final da Copa Conmebol, e o então treinador do Galo foi agredido por torcedores argentinos, tendo sido obrigado a fazer uma cirurgia no rosto.

“O Emerson Leão foi espancado em um jogo pela torcida, em 1997, quando estava no Atlético-MG. Então essa violência não é novidade. O Atlético foi massacrado em um estádio pequeno e não teve providência nenhuma. Tomara que desta vez sirva de mudança. Nós brasileiros temos que jogar futebol”, relembrou o são-paulino.

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