José Maria Marin mantém o mesmo esquema do antecessor Ricardo Teixeira para conseguir apoio irrestrito das federações estaduais de futebol no Brasil e trabalhar tranquilamente na presidência da CBF. A acusação é feita pelo jornal O Estado de S. Paulo, que relata um “mensalinho” superior a R$ 50 mil para cada uma das entidades.
De acordo com a publicação, somente o Rio Grande do Sul se recusa a receber a verba mensal fixa, que atingiu R$ 50 mil pouco antes de Teixeira renunciar e Marin tomar posse, em 8 de março. O valor tinha ficado “congelado” em R$ 30 mil por dois anos e começou com R$ 8 mil em 1993.
O “mensalinho” é descrito nos balanços como “doações” ou “repasses” e representa até 89% da receita total de uma federação, como ocorreu em Sergipe em 2011 – recebeu R$ 1,1 milhão da CBF. No ano passado, a Federação Paranaense foi quem ficou com o maior valor: R$ 1,2 milhão.
Outras entidades agraciadas, como as de Alagoas, Roraima, Mato Grosso e Distrito Federal, nem registram seus balanços na internet. Já a federação no Rio Grande do Norte o publica sem mostrar receitas e despesas.
De acordo com a publicação, a garantia de manutenção da verba fez com que Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul e Distrito Federal se acalmassem quanto ao fortalecimento de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e empossado vice-presidente da Região Sudeste na CBF que ganhou até cargo na Fifa.
