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Técnico prega renovação para superar momento delicado da Seleção

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A vitoriosa estreia do técnico Márcio Oliveira no comando da Seleção feminina de futebol esbarrou em antigos problemas encontrados nos vestiários canarinhos. Após conquistar uma goleada por 4 a 0 sobre Portugal, o treinador ouviu suas jogadoras criticarem publicamente a falta de incentivos recebidos da CBF. A sua resposta foi baseada inteiramente em um discurso em prol da renovação da equipe nacional.

Disposto a reformular o time que não conseguiu resultados expressivos nos últimos anos, Márcio Oliveira vazou um novo projeto elaborado juntamente com o presidente da CBF, José Maria Marin, e manteve o seu foco direcionado às jovens que disputam campeonatos de base com a Seleção.

“Nós ainda não tivemos tempo suficiente para apresentar um novo projeto feito pela CBF. Não iremos reestruturar apenas a parte de cima, mas também a base. Futuramente, outras jogadoras irão nos ajudar. Temos um projeto de grade curricular para trabalhar com elas e lá na frente vamos aproveitar esses jovens valores. Tudo tem seu tempo”, destacou o técnico.

Algumas das intenções de Márcio Oliveira puderam ser notadas já na partida deste domingo. O treinador aboliu o esquema 3-5-2 e instaurou o tradicional 4-4-2 em sua equipe. Antes companheira de ataque de Cristiane, a camisa 10 Marta foi deslocada para armação das jogadas e deu lugar a Débora no setor ofensivo da equipe.

Divulgação
A estreante Giovânia faz parte do planejamento de reformulação imposto por Márcio Oliveira à Seleção feminina
Além de promover mudanças táticas, o comandante também apostou em estreantes na equipe principal. A atacante Giovânia teve a sua primeira chance com a amarelinha e retribuiu a confiança ao marcar o quarto gol da Seleção. Já Desireé e Poliana foram escolhidas para substituir as cansadas Fran e Fabiana Baiana ao longo do segundo tempo.

“Esse momento é complicado e temos jogadoras que enfrentam situações difíceis em seus clubes. O Brasil precisa mover uma ação para mudar isso. Mas tem que ser devagar. Nós temos que lutar em prol deles. Se eu fosse machista, eu não estaria aqui. Eu adoro futebol feminino e acredito que a modalidade tem muito para crescer. Todos os nossos desafios serão cumpridos da melhor maneira possível”, finalizou o treinador.

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