Tênis/Federer Tour - ( )

"Carteiro" vira estrela por dança com Federer e tapinha de Sharapova

André Sender e Bruno Ceccon São Paulo (SP)

O Federer Tour trouxe ao Brasil alguns dos principais jogadores do tênis mundial, como o suíço Roger Federer e a russa Maria Sharapova, mas por alguns minutos de cada jogo a principal estrela em quadra foi um garoto de 18 anos, morador de um conjunto habitacional na Zona Oeste de São Paulo. No papel de mascote dos Correios, patrocinador do evento, Marcos Siniscalchi agitou os intervalos de games chamando os atletas para dançar e ganhou da musa Sharapova um tapinha no bumbum.

Marcos começou a chamar a atenção na sexta-feira, segundo dia do Federer Tour. Sua primeira grande atuação foi no jogo entre Maria Sharapova e Caroline Wozniacki, duas musas do circuito mundial. As tenistas entraram na brincadeira da mascote e dançaram com desenvoltura para o público no Ginásio do Ibirapuera. A russa, segunda colocada do ranking mundial, empolgou-se e arrancou risos do público ao dar um amistoso tapa no bumbum do carteiro.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Musa russa se divertiu com dança em quadra e deu tapinha no bumbum da mascote
"Doeu demais, mas valeu a pena porque foi a número 2 do mundo, né. Não vou mais lavar ali", disse aos risos. "Elas foram as que levaram mais na brincadeira, se soltaram e dançaram mais. Para mim foi muito legal, uma experiência única. Vou tirar uma onda agora", revelou o jovem praticante de break dance.

Como a performance ao lado das musas do circuito foi aprovada pelos torcedores no Ginásio do Ibirapuera, Marcos tratou de repetir o número nos outros jogos. Nos dois dias seguintes do evento em São Paulo, a mascote dos Correios colocou Roger Federer, Jo-Wilfried Tsonga, Victoria Azarenka e Serena Williams para dançar no meio da quadra.

O maior desafio foi fazer o brasileiro Thomaz Bellucci, patrocinado pela empresa estatal, arriscar alguns passos. Mais tímido do que os outros participantes do evento, ele pediu a Marcos para não ser chamado para dançar, mas acabou cedendo durante o duelo com Tommy Robredo, neste domingo, após pequena insistência do tenista espanhol. Ruborizado, o jogador paulista seguiu com dificuldade e pouco molejo os movimentos da mascote.

"Ele falou que não sabia dançar, que não queria ir. Foi o único. Eu queria chamar ele para representar o Brasil também", afirmou o jovem estudante, revelando ter ficado um pouco chateado com a recusa inicial do tenista local.

Integrante do projeto Bola Dentro, que ensina tênis a crianças carentes, Marcos começou a trabalhar em torneios como boleiro. Quando a fantasia de carteiro ficou sem dono e os colegas não se animaram com a ideia, o praticante de break dance se candidatou para ser mascote e hoje já conta no currículo com participações no Brasil Open, no Challenger Finals e no Federer Tour.

Durante a série de exibições no Ginásio do Ibirapuera, Marcos aproveitou sua posição privilegiada para conhecer alguns dos maiores jogadores do esporte em que pretende seguir carreira e ainda foi recompensado por Federer ao receber a faixa de cabeça que o suíço utilizou neste domingo. Com 18 anos de idade, deixa de lado os planos de cursar uma faculdade para poder se dedicar ao esporte. Caso não consiga ser profissional, almeja estudar Educação Física para poder ministrar aulas de tênis.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Federer arriscou passos de dança ao lado da mascote dos Correios para delírio do público brasileiro

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