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Desafeto de argentinos, Lleyton Hewitt exalta admiração por Nadal

Melbourne (Austrália)

Um dos mais experientes tenistas do circuito da ATP, o australiano Lleyton Hewitt conviveu com praticamente todos os atuais grandes nomes do tênis mundial. Exaltando admiração pelo espanhol Rafael Nadal, o ex-número 1 do mundo explica as polêmicas com os argentinos Juan Ignacio Chela e David Nalbandian.

“Tudo começou com o Chela. Quando venci Nalbandian na final de Wimbledon, estávamos bem e treinando juntos. Então eu joguei com o Chela na Austrália e ele cuspiu em mim. Ele ficou bravo por eu ter chamado o público. Eu nem reagi, mas meu técnico na época (Roger Rasheed) foi tirar satisfação com ele e o treinador”, afirma, em entrevista ao jornal australiano Courier Mail.

AFP
Grande adversário de Hewitt (à esq.), Nalbandian (à dir.) também passou a ser desafeto após trombada
Após o caso, a relação com Nalbandian, que já não era das melhores por conta da alta rivalidade dos dois dentro das quadras, acabou piorando nos bastidores.

“Um dia eu joguei contra o Nalbandian na Austrália e nos esbarramos no quinto set. Ele virou para mim com uma cara de 'o que você fez?'. Ganhei por 10/8 no quinto e nunca mais falei com ele", diz. “Nunca gostei muito dele. Já ouvi algumas histórias, aconteceram muitas coisas”, completa.

Apesar disso, Hewitt foge de polêmicas e elogia a nova geração do tênis argentino. “Isso já parou. Os novos argentinos são ótimos. Del Potro é um grande amigo no circuito e Juan Mônaco é um grande cara”, garante.

AFP
Próximo de Hewitt (à esq.), Nadal (à dir) foi muito elogiado pelo ex-número 1 do mundo
Entre os três principais tenistas da década, Hewitt é categórico. Mais próximo de Nadal, o australiano exalta o desempenho do espanhol nos treinos e em jogos decisivos para explicar a sua preferência por seu estilo pessoal e de jogo.

“Ele é meu favorito para assistir, treinar, tudo. Foi incrível poder comentar a final dele contra o Djokovic no Aberto da Austrália. Rafa estava com dores no torneio, mas jogou uma das melhores partidas da história. A atitude dele é sensacional”, analisa. “Por isso eu gosto dele. Ele basicamente diz 'você terá que me matar para me vencer”, completa.

Sem a mesma proximidade de Novak Djokovic e Roger Federer, Hewitt mostrou admiração pelos atuais líder e vice-líder do ranking mundial. “Djoko é engraçado, mas não sou muito próximo dele. Não há muita brincadeira no vestiário, e ele fica mais com sérvios e croatas. Já o Federer é um cara legal, mas fica distante de todo mundo. Ninguém é muito próximo dele, mas sempre nos demos bem”, relata.

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