Vôlei sentado/Bastidores - ( - Atualizado )

Com Amauri Ribeiro, vôlei sentado evolui e busca medalhas em 2016

Bianca Mascara, especial para o GE.Net São Paulo (SP)

O objetivo da Seleção Brasileira de vôlei sentado é subir no pódio dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Para tanto, as atletas contam com a presença do campeão olímpico Amauri Ribeiro coordenando os trabalhos da modalidade, que já apresentou grande crescimento nos últimos anos.

O vôlei sentado passou a ser desenvolvido no Brasil em 2003 e já exibiu um desempenho satisfatório nos Jogos Paralímpicos de Londres, onde terminou na quinta colocação, tanto no masculino, como no feminino, em sua primeira participação.

“Foi um resultado muito bom de acordo com a nossa realidade”, afirmou Amauri em entrevista à GE.net. Vencedor dos Jogos de 1992, em Barcelona, e medalhista de prata em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles, ele se dedica ao desenvolvimento dos paratletas na modalidade.

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Campeão olímpico em Barcelona, Amauri Ribeiro se dedica ao desenvolvimento das Seleções Brasileiras de vôlei sentado (Foto: Victoria Freitas)

Desde que Amauri assumiu o cargo de presidente da Confederação Brasileira Paraolímpica de Vôlei, o número de equipes dobrou e hoje já são 22 times masculinos e nove femininos, espalhados por dez estados brasileiros. O esforço rendeu um bom desempenho em Londres, mas a meta agora é alcançar o pódio nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

“No Rio, o Brasil vai em busca de medalha, tanto no masculino e no feminino. Entre os homens principalmente, eu acredito na participação em uma final e na briga pelo ouro. Não acho impossível, temos quatro anos pela frente e o Brasil tem condições de brigar”, projetou Amauri.

Rogerio Camargo, que representou a Seleção Brasileira em Londres, concorda com a grande possibilidade de pódio nas próximas Paralimpíadas. “Nós aprendemos muito em Londres e em 2016 nós temos chance de pódio. Material humano a gente tem, falta apenas uma divulgação maior”, afirmou.

A Seleção Brasileira já conseguiu importantes conquistas, como o bicampeonato no Parapan-americano masculino, que credenciou o Brasil a participar das últimas duas Paralimpíadas. No feminino, as brasileiras confirmaram a primeira participação em Londres, depois de ficarem com o vice entre os países do Continente Americano. Apenas o vencedor do Parapan se classifica, mas os Estados Unidos, adversário do Brasil na final, já tinha a vaga assegurada.

O Brasil possui uma característica peculiar entre as outras seleções, o time é formado em sua grande maioria por jogadores vítimas de acidentes, sobretudo de moto. “Quase 99% são acidentados de moto e quase nenhum praticava esporte antes. Então fazemos um trabalho do zero”, explica Amauri, que também ressalta a importância do trabalho na recuperação do trauma dos acidentes.

“Na verdade a recuperação pelo esporte se dá muito rápida, lógico que eles passam por um centro de recuperação, mas o próprio esporte resgata a alto-estima e a recuperação é muito rápida”, afirmou o campeão olímpico.

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Atletas paralímpicos querem aumentar apoio ao vôlei sentado com pódio no Jogos do Rio de Janeiro (Foto: Victoria Freitas)

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