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Técnico do Maranhão descarta favoritismo, mas enaltece trabalho

Bruno Bataglin e Lucas Besseler, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Um dos grandes concorrentes ao título da Liga de Basquete Feminino (LBF) 2013, o Maranhão Basquete chega preparado para brigar com Americana, Sport Club, Ourinhos Basquete, Santo André, São José e Guarulhos pelo título da competição.

Contando com a ala Iziane, principal estrela da equipe, Patrícia Chuca, Damiris, Kelly, Bethânia a cubana Plutin Tizon, entre outras atletas, o time nordestino se preparou bastante e chega em condições de disputar de igual para igual com os concorrentes.

Para o técnico Herbert Lima, o Betinho, o Maranhão tem grandes ambições no torneio. “A expectativa é a melhor possível. O Maranhão conseguiu contratar atletas de alto nível, bem melhores que as do ano passado. O trabalho foi muito bem feito. Tivemos dificuldades para iniciá-lo, mas o andamento é bom. Queremos fazer uma campanha boa e terminar entre os quatro primeiro colocados”, afirmou. “Nos reunimos junto à diretoria para montar uma equipe mais forte. Ano passado montamos uma time depois dos outros e acabamos não tendo um bom desempenho. Temos uma equipe de alto nível e acreditamos no trabalho feito”, garantiu o treinador.

Mas apesar de conhecer a força do Maranhão Basquete, o próprio Betinho Lima descarta o favoritismo e reconhece o nível de dificuldade da LBF. “Não sinto que chegamos como favoritos. Temos uma equipe boa e que pode chegar se encaixar na competição, se conseguirmos crescer e alcançar os resultados esperados. Não sei se apontaria Maranhão como uma das duas finalistas, mas como uma das quatro melhores da competição. Nossa meta e nosso objetivo é esse. Nós sabemos da dificuldade de encarar a LBF. Mas será uma competição equilibrada”, destacou. “Sport, Americana, Santo André, São José, todas essas equipes podem encaixar, pois o torneio é de tiro curto”, observou.

E, como já se sabe, a atual edição da Liga de Basquete Feminino esteve perto de não ser realizada, pois problemas financeiros da Eletrobrás, principal patrocinadora do torneio, prejudicaram a organização e obrigaram os promotores da competição a adiarem o início para este mês de janeiro. Betinho Lima confessa que os problemas envolvendo esta temporada da LBF o deixaram receoso.

“As informações que eu tinha da possibilidade de não existir me deixaram temerosos, mas graças a Deus os dirigentes conseguiram se reunir com os representantes e prosseguir corajosamente com a LBF. Tenho bastante otimismo que nós venhamos a ter um patrocínio em breve”, falou, antes de comentar o calendário mais curto dessa temporada. “Nós vamos viajar para fazer três jogos super importantes, o que atrapalha a rotina de treinamentos e preparação, cansa. Mas o essencial é que a competição esteja existindo. Se ela acabasse seria uma perda, um desastre muito grande. Temos que assumir a responsabilidade de cansaço para participar desse novo modelo de competição”, continuou.

O treinador do Maranhão Basquete ainda fez questão de atentar para o fato de o basquete feminino não atrair muitos investimentos, mas disse acreditar que o cenário será diferente no futuro. “Falta (apoio). O NBB (Novo Basquete Brasil) é uma liga masculina que já se solidificou, inclusive tem mais tempo e mais patrocinadores. Mas eu acredito no basquete feminino do Brasil e que, em um tempo menor que o esperado, vamos chegar a um modelo próximo do ideal, que atualmente é aplicado no NBB”, finalizou Herbert Lima.

Biaman Prado/Divulgação
Maranhão Basquete se preparou para a LBF e chega como um dos fortes concorrentes ao título

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