Logo no início de 2013, a diretoria do Avaí anunciou uma mudança na gerência de futebol: em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, na Ressacada, o presidente João Nílson Zunino afirmou que Marcelinho Paulista deixa este cargo e é substituído por Júlio Rondinelli, que, antes, era coordenador.
“O Júlio (Rondinelli) assume a gerência de futebol. E o Marcelinho (Paulista) será guindado ao cargo de coordenador de futebol. Enquanto isso, o Ênio Gomes, superintendente de comunicação, não é substituído”, explicou o mandatário do Leão da Ilha.
E a polêmica se instaurou na entrevista quando Zunino revelou que o contrato de Paulista com o clube catarinense é “pelo fio de bigode”, já que não há uma assinatura. A declaração se espalhou pelas redes sociais e revoltou alguns torcedores leoninos que assistiam à coletiva de imprensa pela internet. 
O Timão planejava usar o Avaí como ‘base’ de jogadores, técnicos e dirigentes pouco aproveitados no Parque São Jorge. Paulista foi um deles. O treinador Narciso, hoje auxiliar de Gílson Kleina no Palmeiras, e atletas sem espaço no time de Tite seriam emprestados ao Leão da Ilha.
A questão é que a saída de Arini não foi vista com bons olhos por jogadores, comissão técnica e torcida avaianas. Em sua coletiva de imprensa de demissão, o ex-gerente leonino se emocionou e ouviu Cléber Santana, estrela do time catarinense, revoltar-se com a saída.
E antes de encerrar a sua fala na sala de imprensa, Zunino criticou severamente empresários “vagabundos”, os erros de arbitragem contra o seu time em 2012, as dívidas com o Flamengo, que ainda deve mais de R$ 2 milhões ao Avaí pelas parcelas de Cléber Santana, e a imprensa.
Pelo Twitter, uma das principais redes sociais no Brasil, torcedores avaianos apelidaram Zunino de “comediante” e o xingaram. Com a ironia e o sarcasmo, os fanáticos, quando viram Zunino se levantar e deixar a Ressacada, escreveram que “o show de comédia havia acabado”.
