Ao lado de Vágner Mancini, Giba já está na história do Paulista como um dos técnicos mais vencedores nos quase 104 anos de existência do clube. De volta a Jundiaí para mais uma passagem pelo Galo da Japi, o treinador aposta no currículo vitorioso e na boa relação com a cidade de Jundiaí para recolocar o time em evidência no futebol nacional.
Revelado pela Inter de Limeira e com passagens marcantes por Guarani e Corinthians, onde foi campeão brasileiro em 1990, Giba iniciou sua carreira de treinador em 1995 pelo próprio Paulista. Em apenas dois anos no cargo e beneficiado pelos investimentos da parceria com a Lousano, o técnico logo conquistou seu primeiro título: a Copa São Paulo de Juniores.
Depois de passar por CSA-AL e São Carlense, Giba desembarcou na Vila Belmiro, onde levou o Santos ao vice do Paulistão de 2000 diante do São Paulo. Apesar da boa campanha, aceitou o convite para voltar ao Galo e, em 2001, fez a festa da torcida tricolor com duas taças e revelando os meias Marcinho (ex-Palmeiras e Ponte Preta) e Nenê (ex-Santos e Paris Saint-Germain). Primeiro faturou a Série A2 do Campeonato Paulista e, no final do ano, parou a Avenida Nove de Julho com o título da Série C do Campeonato Brasileiro.
E é justamente pelo histórico de conquistas na cidade, que o treinador aposta em mais uma boa passagem pelo Paulista. “Jundiaí é minha casa. Em 97, fui campeão da Copinha, iniciando minha carreia, depois tive vários acessos. É um lugar que conheço bem. Sei que cada oportunidade é diferente, mas sempre fui muito bem sucedido aqui. Fui muito bem recebido e o pessoal coloca bastante confiança. Sempre que vim aqui, alcancei os objetivos determinados”, afirmou o treinador contratado em dezembro do ano passado. Sem nenhuma reforço de peso, o Galo tenta melhorar seu desempenho no Paulistão para voltar a disputar o Brasileiro da Série D, o que não acontece desde 2009. A aposta para a atual temporada está em jovens talentos, tradição mantida pelo clube que já revelou os goleiro Victor (Atlético-MG) e Arthur Moraes (Benfica) e o meio campista Márcio Mossoró (Sporting Braga).
“Temos dois objetivos: ficar na A1, que é hiper difícil para os clubes pequenos, e chegar na Série D. Não buscamos jogadores por nome. Demos bastante ênfase em jogadores emergentes, que estão aparecendo no futebol. Você vê na seleção do último Campeonato Brasileiro, tem o (zagueiro) Réver que foi formado aqui. O Paulista tem sido um clube trampolim, mas é organizado, bom de se trabalhar porque é sério e tem muita tradição”, analisou.
O goleiro Richard, revelado pelo São Paulo ao lado de Lucas e Casemiro, é o nome mais famoso da equipe montada para o Paulistão, enquanto a principal contratação foi o centroavante Marcelo Macedo, que fez boa Série B com o Boa-MG. Ciente das dificuldades que encontrará a partir da estreia contra o Corinthians em Jundiaí neste domingo, Giba avisa que o elenco ainda será reforçado, mas mantém o sigilo para não atrapalhar as negociações.
“Não tem elenco fechado. Agora iremos avaliar os atletas em competição, a reação, o desempenho. Quanto melhor o time estiver, menos a gente mexe. Mas se a resposta não for positiva, a gente tem que reforçar o elenco, mudar aqui, mudar ali. O problema de ser time pequeno é que, quando você fala, vem um outro time e corre na frente. Por isso a gente procura pesquisar jogadores que ainda não estouraram de vez”, explicou Giba, confiante e se sentindo em casa no estádio Dr. Jayme Cintra.
