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Violência em clássico paralisa futebol uruguaio por dez dias

Montevidéu (Uruguai)

Principais clubes do futebol uruguaio, Peñarol e Nacional presenciaram seus torcedores protagonizar incidentes violentos na última quarta-feira, durante clássico disputado no Estádio Centenário, em Montevidéu, em partida válida pela Copa Bimbo. Como consequência dos atos, a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) e o Ministério do Interior decidiram, na noite desta quinta-feira, interromper por dez dias qualquer atividade futebolística no país sul-americano.

A medida foi tomada em reunião entre as entidades, que julgaram os incidentes ocorridos durante o torneio de verão. Antes mesmo da realização do clássico, torcedores do Nacional enfrentaram policiais dentro do estádio. Depois, em outro local da capital uruguaia, membros das duas torcidas se encontraram e um fã aurinegro acabou baleado.

O embate acabou com vitória por 1 a 0 do Peñarol, mas com arbitragem bastante contestada pelos atletas das duas equipes. O mais revoltado foi o goleiro do Nacional, Jorge Bava, que agrediu um dos policiais responsáveis pela segurança do trio de árbitros. O ato fez o jogador passar a noite na prisão e ser processado pelos delitos de atentado e lesão corporal.

“Não solucionará o tema da violência no esporte e no futebol. Sabemos disso. Mas era necessário dar um sinal”, disse o subsecretário do Ministério do Turismo e Esporte, Antonio Carámbula. “Não foi uma decisão imposta por ninguém. Foi em comum acordo”, encerrou.

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