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Criciúma inicia o Catarinense como o único time do Estado na Série A

Eduardo Mendoza, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

“O lugar do Criciúma é na Série A. Não só pela tradição, como também pela estrutura que apresenta hoje.” Campeão da Copa do Brasil de 1991, principal conquista de um clube catarinense em cenário nacional na história, o ex-atacante Soares foi um dos que comemoraram o vice da Série B conquistado em 2012 pelo Criciúma. Após passar oito anos fora da elite do Campeonato Brasileiro, o time iniciará o Campeonato Catarinense com o status de único clube do Estado entre os maiores do País.

Tradicional, o Criciúma somava 12 participações na Série A ao ser rebaixado em 2004. Fora desde então, a equipe viu um de seus maiores rivais, o Figueirense, assumir o posto de maior frequentador catarinense na divisão: com sete participações entre 2004 e 2012, o Alvinegro chegou a 14 no total.

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Preocupado em recolocar o Figueira na Série A, Adilson prevê um Campeonato Catarinense equilibrado
Último colocado no Campeonato Brasileiro de 2012, o Figueirense conta justamente com um bom início de ano no Catarinense para embalar de volta à Série A. “Teremos um Estadual bem equilibrado, com Criciúma, Avaí, Chapecoense e ouros clubes com chances de título. Tomara que as arbitragens sejam boas e não haja muita violência. Que vença aquele que for melhor dentro de campo”, comentou Adilson Bastista, técnico encarregado de reerguer o Figueira.

“Na Série B, o Palmeiras evidentemente figurará como um dos favoritos, mas vários ouros times brigarão pelas três vagas restantes. Isso também não quer dizer que o Figueirense não brigará pelo título. Estou bem confiante no elenco que estamos montando para este ano”, disse Adilson.

Pelo Avaí, a aposta também é em um elenco reforçado para barrar a ascensão do Criciúma. O meia Marquinhos, por exemplo, voltou ao clube (pela quinta vez) e terá a companhia do volante Eduardo Costa, também veterano e seu amigo de infância. “Mas o favorito no Catarinense é o Criciúma, que disputará o Brasileirão neste ano”, respeitou o primeiro. “O Criciúma está embalado, na Série A, e tem o favoritismo”, concordou o segundo.

Reviravolta
Respeitosos em relação ao Criciúma, Avaí e Figueirense haviam ganhado mais espaço nacionalmente nos últimos anos. A temporada de 2012, no entanto, encerrou esse período inexpressivo na história do Tigre. Além de ver o Figueira ser rebaixado após dois anos na primeira divisão, a equipe conquistou o vice-campeonato da Série B para retornar à elite – o seu “lugar”, como definiu José Carlos Soares, que é um dos principais ídolos da história do clube. O ex-jogador ainda detém a marca de segundo maior artilheiro do time – seus 78 gols entre 1989 e 1994 perdem apenas para os 81 de Vanderlei Mior, marcados entre 1985 e 1992.

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Jogadores do Avaí prometem correr atrás do Criciúma, que consideram favorito ao título estadual
“Hoje, eu diria que o Criciúma é o mais tradicional catarinense em relevância nacional pelo que atingiu na Copa do Brasil e na Libertadores. Não é o time com mais títulos do Catarinense, mas é o mais conhecido pelo Brasil, já participou várias vezes da Série A e é o único com o título da Copa do Brasil”, analisou o ex-volante Roberto Cavalo, companheiro de Soares em 1991.

A campanha da Copa Libertadores citada pelo ex-jogador e hoje treinador do Grêmio-SP foi protagonizada pela mesma geração do Tigre campeã da Copa do Brasil, que iniciou um período histórico para o clube no ano de 1989, conquistando dois estaduais seguidos até passar a ser comandada por Felipão em 1991. Em seu primeiro trabalho de destaque, o treinador gaúcho garantiu o tricampeonato catarinense consecutivo e a Copa do Brasil, eliminando clubes como Goiás e Atlético-MG, encerrando grande série invicta do Galo no Estádio Independência, até derrotar o Grêmio na final.

“Começamos desacreditados na competição, mas conquistamos respeito quando eliminamos o Atlético-MG nas oitavas de final. Vencemos as duas partidas por 1 a 0, acabando com a invencibilidade de cerca de 40 jogos que eles tinham no Independência. Na final, enfrentamos o Grêmio favorito e voltamos a mostrar nossa força”, relembrou Cavalo.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Hoje técnico, o ex-volante Roberto Cavalo considera o Criciúma o clube mais tradicional de Santa Catarina
No ano seguinte, mais sucesso: promoção à Série A, por onde ficaria por mais cinco anos, e uma forte campanha na Copa Libertadores. Em sua primeira participação no torneio continental, o Criciúma estreou com vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo, eventual campeão, e encerrou o grupo como líder, à frente do Tricolor Paulista.

A única participação de um clube catarinense na Libertadores até hoje, no entanto, chegou ao fim pelas mãos do próprio São Paulo - no caminho para derrotar o argentino Newell’s Old Boys na decisão, o time do Morumbi eliminou o Criciúma nas quartas de final.

JEC e Chapecoense estão otimistas

Sem a mesma badalação de Criciúma, Figueirense e Avaí, dois outros clubes também se candidatam ao título do Campeonato Catarinense: Joinville e Chapecoense.

Um dos reforços do JEC, o meia Marcelo Costa avisou: “Estamos treinando bastante, com foco total. O clube está determinado a buscar o título catarinense. Teremos também o Brasileiro e a Copa do Brasil. Daremos alegrias à torcida”.

Pela Chapecoense, o experiente Rodrigo Gral está animado para disputar o Catarinense pela primeira vez. “Vamos atrás do título. Não queremos menos do que isso”, comentou o atacante, natural de Chapecó.

A boa fase, porém, não durou para sempre. Após conquistar mais dois estaduais, o Criciúma foi rebaixado em 1997. De lá para 2012, foram dois títulos catarinenses, duas temporadas na Série A, nove na B e três na C. Uma fraca campanha no estadual do ano passado, porém, reviveu a equipe para o vice-campeonato na Série B. Agora, o Tigre visa novo período de glórias e mais uma longa estadia na primeira divisão nacional.

“O Criciúma passou por muitos problemas financeiros e por uma questão de falta de liderança, mas quando Angeloni assumiu como presidente, montou um projeto para subir e veio a consagração. Ele, inclusive, quer o Criciúma brigando lá em cima, não apenas para não cair”, comentou o treinador, que admite que o Tigre é seu time de coração.

Atualmente, o Criciúma se prepara para a disputa do Campeonato Catarinense. Tendo renovado com o técnico Paulo Comelli para 2013, o clube busca aumentar sua força no Estado: além de ter feito campanha fraca no ano passado, quando terminou em sétimo, o Tigre fica atrás de Avaí e Figueirense em títulos do Catarinense. A temporada da equipe começará em 20 de janeiro, quando, às 17 horas (de Brasília), receberá o Camboriú pela competição.

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