O chefe da Mercedes, Ross Brawn, concedeu entrevista coletiva, nesta quinta-feira, para desmentir os boatos sobre sua saída da escuderia para a chegada de Paddy Lowe, da McLaren.
“Eu sou o chefe da equipe e estou no comando esportivo, técnico e de corrida”, afirmou Brawn categórico. A Mercedes anunciou recentemente a contratação de Toto Wolff para reforçar o time de diretores da escuderia alemã.
“Há muitas coisas que Toto fará que são complementares ao que eu estou fazendo em termos de comandar a equipe, mas é preciso ter uma referência. Todo mundo sabe que o único jeito de uma equipe funcionar é com uma referência, que sou eu”, acrescentou Ross Brawn, imponde sua credibilidade dentro da equipe.
O chefe da Mercedes admitiu que pensa em Lowe para um processo de sucessão, mas ele não será tão breve como foi especulado. “É como a minha sucessão na Ferrari. Quando eu decidi que ia parar de trabalhar lá, nós montamos um plano de sucessão e eu fui parte dele. Eu falei com Paddy e nós sabemos a situação. Mas eu estou planejando ficar aqui por muito tempo”.
Brawn também aproveitou para reforçar sua confiança no britânico Lewis Hamilton, que deixou a McLaren após uma longa história com a escuderia de Woking. O dirigente afirmou que a chegada do inglês foi uma motivação a mais para a Mercedes, que tenta se estabelecer entre as grandes equipes.
“Eu conheço todos os planos para o futuro da equipe e espero fazer parte disso por muito tempo. Estamos muito animados, e obviamente a chegada de Lewis foi um catalisador massivo disso tudo. Um grande incentivo e motivação”, afirmou.
O carro da equipe deve colaborar com o bom desempenho dos pilotos, se depender da confiança de Brawn. “Esse carro foi projetado por Aldo, e eu penso que ele fez um trabalho fantástico. Estou realmente animado, e como qualquer pessoa, se estamos animados com o que fazemos queremos continuar. E é isso que eu quero fazer”.
