Ainda se recuperando fisicamente do acidente que sofreu durante teste aerodinâmico da equipe Marussia, a piloto Maria de Villota confessa sentir saudades de guiar um carro de Fórmula 1. Com os pés no chão, no entanto, a espanhola sabe que será difícil retornar ao grid da categoria após a perda de um olho causada no incidente.
“Eu adoraria voltar a correr, mas no momento é muito difícil”, admite De Villota, em entrevista à revista norte-americana Car and Driver. “Quero saber se sigo sendo eu ao volante. Tenho certeza que as coisas vão mudar, as referências serão diferentes e eu serei menos eficaz”, avalia.
Única mulher registrada entre os pilotos de provas e testes de todas as equipes de Fórmula 1 da última temporada, De Villota quer ampliar a participação do sexo feminino na principal categoria do automobilismo mundial. Guiando ou não um carro de alguma das escuderias da F1, a espanhola seguirá atuando nos bastidores para que isso aconteça.
“Como embaixadora, a Comissão de Mulheres no Esporte Motor conta comigo para projetos futuros. Tudo que pudermos fazer do ponto de vista do mundo do motor e das mulheres, vou fazer com muito respeito e carinho”, continuou.
