Nesta quarta-feira, Lionel Messi supreendeu, fugiu do discurso politicamente correto habitual e deu uma série de declarações incivisivas em entrevista ao site da Fifa. Perguntado sobre vários assuntos, o atacante não se esquivou de opinar sobre o Brasil, a melhora da seleção argentina e o ano decepcionante do Barcelona.
O atleta fez questão, por exemplo, de comemorar os três gols que marcou contra a Seleção Brasileira, em vitória conquistada pela Argentina por 4 a 3, em julho. “Todos os gols são especiais, mas, pela maneira como saíram e contra o adversário que foi, embora se tratasse de um amistoso, foram mais do que especiais”, explicou.
Para ele, o triunfo sobre o Brasil foi um dos exemplos da melhora pela qual a Argentina vem passando no último ano e meio, com a troca do técnico Sergio Batista por Alejandro Sabella. “A seleção em si mudou. Para que as coisas saiam bem, depende de todos, não de um único jogador. E não é que as coisas não estavam dando certo apenas para mim: a seleção é que não estava bem como um todo, por vários motivos. Mas, a partir do momento em que começamos a ganhar, os resultados mudaram e tudo ficou mais fácil. Os torcedores estão do nosso lado, a imprensa já não é tão crítica e aí é possível trabalhar de outra maneira, com tranquilidade. Além disso, os adversários começam a ter mais respeito”, disse.
No ano passado, Messi marcou 91 gols, superando de maneira inédita os 85 anotados por Gerd Müller, em 1972. O argentino também venceu pela quarta vez seguida a Bola de Ouro, prêmio de melhor jogador do mundo dado pela Fifa, marca inédita até então, além de ter quebrado uma série de recordes menores.
